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Miguel Fino

21 anos, sociólogo, Póvoa Santa Iria

“Sou a favor da despenalização do aborto. Acho bem que haja um referendo mas, por outro lado, penso que um governo que tem maioria absoluta no Parlamento e que foi eleito pelo povo não tem necessidade de fazer um referendo, tem legitimidade para tomar essa decisão”

Edição de 22.11.2006 | Agora falo eu
Quais as suas férias de sonho?Quero fazer um cruzeiro num transatlântico e acho que é algo que posso vir a fazer em breve. Tenho um fascínio pelo mar e, além disso, um cruzeiro é uma experiência muito rica porque nos permite conhecer mais do que um sítio na mesma viagem.Agora que se fala tanto na clonagem de cartões Multibanco, tem algum cuidado especial quando utiliza uma caixa Multibanco?Não, não presto atenção e tento nem pensar muito nisso. Equiparo essa situação aos assaltos às gasolineiras. É verdade que existem, sim, mas são situações pontuais e não devemos ficar a pensar nelas constantemente.Já decidiu qual será o seu voto no referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez?Sim, sou a favor da despenalização. Acho bem que haja um referendo mas, por outro lado, penso que um governo que tem maioria absoluta no Parlamento e que foi eleito pelo povo não tem necessidade de fazer um referendo, tem legitimidade para tomar essa decisão. No entanto, se querem referendar a questão, vou votar a favor. Quem estiver contra o aborto, não o faz, seja ele despenalizado ou não seja.De que forma ocupa os seus tempos livres?Entre o mestrado e o trabalho, resta-me muito pouco tempo livre. No pouco tempo que tenho, tento ler, ouvir música e estar com os amigos, fazer aquelas coisas que toda a gente gosta de fazer. Para além disso, escrevo muito.Há algum programa de televisão que nunca perca?Nunca perco o programa Grande Entrevista. Vejo mesmo muito pouca televisão. Gosto sobretudo de filmes, séries, debates e documentários. Acho que há muitas séries de qualidade que são pouco aproveitadas.Imagine que era presidente da Junta de Freguesia por um dia. Qual seria a sua primeira medida?A primeira coisa que fazia era tentar perceber o organigrama que a junta tem. Digo isto porque há uma coisa que afecta não só as juntas mas a maior parte das instituições públicas e que se chama disfunções de burocracia. Têm pessoas e burocracia a mais e além disso, acho que há falta de quadros técnicos especializados.Já alguma vez pediu o Livro de Reclamações?Nunca pedi porque nunca estive numa situação em que sentisse necessidade de o fazer. Mas se achar que é necessário, não hesito em utilizá-lo.Qual será a pena adequada para alguém que abuse de uma criança?É uma questão complicada. Não me parece que a solução seja mantê-lo preso e questiono-me até que ponto não será também um crime manter uma pessoa presa por vinte ou mais anos. Por outro lado, também tenho dificuldade em aceitar a pena de morte. Não tenho uma resposta concreta, acho que não pode haver uma solução padrão. Cada crime é um crime.Qual foi o último livro que leu?A Divina Comédia de Dante. Já queria lê-lo há algum tempo, pelo menos um ano, mas só recentemente tive oportunidade. Gostei muito.

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