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Inauguração do IC3 acabou com espera de duas décadas

Autarcas de Tomar e Barquinha congratulam-se com obra mas deixam “recados” ao Governo

O troço do IC3 entre Tomar a o nó da Atalaia da A23, incluído no Plano Rodoviário Nacional há 20 anos, foi aberto a 22de Novembro pelo secretário de Estado das Obras Públicas.

Edição de 29.11.2006 | Sociedade
“Hoje repõe-se a justiça no ordenamento do território”, disse na quarta-feira, 22 de Novembro, o presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), no discurso de inauguração do troço do IC3 que liga a cidade à auto-estrada da Beira Interior (A23). Perante dezenas de convidados, o autarca confidenciou que durante metade da vida da filha, que naquele dia fazia 16 anos, andou a lutar pelo troço que, finalmente, foi agora aberto ao público.A felicidade do autarca foi extensível ao seu colega de Vila Nova da Barquinha. Miguel Pombeiro (PS) salientou o facto de a abertura do troço promover o investimento privado e a coesão na região do Médio Tejo. E lembrou que a zona poente do seu concelho, onde está instalada a zona industrial, estava ávida pelo equipamento. “Temos ali uma área de projectos e negócios privados que com certeza vai receber agora um novo incremento”.O edil da Barquinha lembrou no entanto que não basta só fazerem novas estradas, “esquecendo” a recuperação das vias secundárias adjacentes. Como o troço da estrada que faz a ligação entre o nó da Roda (concelho de Tomar) e Tancos (Barquinha), “cujo projecto de execução existe desde 1994”. Ou a requalificação da EN3 no seu concelho. “O protocolo foi aprovado em 2003 e continua sem execução até hoje”, lembrou.Fazendo votos para que casos como estes não se venham a repetir no futuro, Miguel Pombeiro disse “esperar ansiosamente” pelo resultado do concurso internacional lançado pelo Governo com vista à requalificação da velha ponte rodo-ferroviária que liga o concelho de Vila Nova da Barquinha a Constância.O pescador e a cana de pescaUtilizando uma metáfora, o presidente de Tomar quis no seu discurso mandar uma “mensagem” ao Governo, pedindo ao secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, que fosse o seu “mensageiro”. “O Médio Tejo tem de deixar de ser visto pelo Governo como o filho que Lisboa sempre teve ao lado mas não se preocupou em dar-lhe uma cana para pescar o peixe que foi pondo na região”, disse António Paiva, adiantando – “pedimos um hospital, deram-nos, pedimos outro e foi dado, pedimos um terceiro e não é que nos deram? Mas quando pedimos equipamentos para melhorar esses serviços, a tal cana de pesca, não nos dão”.Afirmando que o troço do IC3 que estavam a inaugurar “não é o peixe, é a cana de pesca que precisávamos para pescar”, António Paiva lembrou que esta “é uma cana que já estava prometida há mais de 20 anos, uma vez que está incluída no Plano Rodoviário Nacional desde 1985”. “Não existe nenhum pescador no país com uma cana de pesca tão boa como esta. Cem milhões de euros dá para pescar muito peixe no futuro”, respondeu ao autarca o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas. Paulo Campos recordou que este é o valor global dos investimentos, feitos e em execução, na rede viária da região – variante do IC3 a Tomar, o troço inaugurado naquele dia, que liga a cidade à A23, a variante a Ferreira do Zêzere e os vários sublanços do IC9 (estes em execução).

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