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Luísa Mesquita desmente número dois da lista

Luísa Mesquita desmente número dois da lista

Deputada do PCP reitera que só se candidatou porque lhe garantiram que não era substituída

Luísa Mesquita ainda não sabe se vai levar o mandato até ao fim, mas garante desde já que não vai ser candidata a deputada nas próximas eleições legislativas.

A deputada comunista Luísa Mesquita desmente as declarações feitas ao nosso jornal pela sua colega de partido Susana Gaspar, número dois na lista por Santarém às legislativas de 2005, quando afirma que a substituição da deputada na Assembleia da República estava prevista e foi acordada entre todos na altura da elaboração das listas. “É perfeitamente falso que a constituição das listas tivesse sido discutida publicamente e tivesse previsto a minha substituição”, afirma peremptoriamente Luísa Mesquita referindo-se às declarações de Susana Gaspar publicadas na última edição do nosso jornal. O número quatro da lista, Valdemar Henriques, contactado pelo nosso jornal, também não se recorda de tal conversa.“Os contactos havidos comigo para saberem da minha disponibilidade para encabeçar a lista foram feitos exclusivamente por uma dirigente nacional do PCP”, garante Luísa Mesquita. A mesma dirigente, que a deputada não quer, para já, identificar, ter-lhe-á dito que as listas sofreriam uma remodelação a meio do mandato. O que a levou a manifestar a sua indisponibilidade para ser cabeça de lista devido a questões profissionais.Alguns dias mais tarde, e após várias insistências telefónicas, Luísa Mesquita diz ter sido convocada para nova reunião, em Lisboa, onde esteve a mesma dirigente e o líder do grupo parlamentar do PCP, Bernardino Soares. “Foi nessa reunião a três, na sede do PCP em Lisboa, onde não estava mais nenhum candidato, que me foi claramente dito que os meus problemas tinham sido entendidos e aceites pela direcção do PCP e que o mandato era para cumprir até ao fim”, esclarece a deputada, que desde o mês passado mantém um diferendo com a direcção do grupo parlamentar comunista, que a quis substituir.Analisando hoje os factos, Luísa Mesquita considera que não passou de um instrumento que o PCP precisou no início de 2005 para fazer as listas. E que, depois de eleita a deputada, a substituiria num momento qualquer. “Se não fosse essa a razão, o partido teria aceitado a minha indisponibilidade e teria indicado outro candidato”, resume, acrescentando que as duas pessoas que consigo trataram deste processo não lhe merecem hoje a mínima consideração. Quanto à continuidade como deputada até final do mandato, Luísa Mesquita diz que a decisão “será tomada perante cada situação e em cada momento”. Sanções e represáliasJá sobre a afirmação feita ao nosso jornal pela assessora de imprensa do grupo parlamentar do PCP, de que manteria o apoio necessário às novas funções que exerce, a deputada reafirma que lhe retiraram o apoio ao nível do secretariado e das assessorias jurídicas, políticas ou económicas. Esteve mesmo vários dias sem receber correspondência, o que originou a sua ausência numa actividade realizada na Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas. Segundo diz, o grupo parlamentar confirmou a sua presença aos responsáveis da escola mas nunca a informou, pelo que nem sequer sabia que a sua participação estava prevista. Considera que são medidas de sanção e represália que o grupo parlamentar lhe pretende infringir.Apesar de admitir que a direcção do grupo parlamentar continue com “a vingança pública” contra ela, Luísa Mesquita garante que não vai votar contra o sentido de voto do partido nem admite, nas próximas eleições, concorrer como independente ou por outra força partidária. Aliás, garante que antes das últimas eleições já tinha dito que não pretendia recandidatar-se e só o fez a pedido do partido.
Luísa Mesquita desmente número dois da lista

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