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Produtores de mel de Mação querem produto certificado em 2007

Produtores de mel de Mação querem produto certificado em 2007

As obras de construção da unidade de extracção e embalamento já começaram
Os produtores de mel do concelho de Mação vão ter, já a partir do próximo ano, o seu produto certificado para apostar na comercialização. Essa é uma das prioridades da Melbandos – Cooperativa de Apicultores do Concelho de Mação, que iniciou a 16 de Dezembro as obras de adaptação da antiga escola primária Queixoperra, freguesia de Penhascoso, onde será instalada a unidade de extracção e embalamento de mel.“Uma das prioridades da cooperativa é licenciar a actividade de extracção e comercializar o mel. Sem licença não se pode vender e tem de se provar ao consumidor que o mel é bom, em termos de segurança alimentar e de sabor”, explicou Fernando Monteiro, veterinário municipal, citado em comunicado de imprensa emitido pelo município. O objectivo é “certificar o mel, segundo a Denominação de Origem Protegida (DOP) e delimitar o concelho como zona controlada sanitariamente”, referiu. Segue-se o processo de criação e distribuição de rainhas ao apicultores e o alargamento da produção a produtos derivados do mel, como o polén, propólis, apitoxina, geleia real e hidromel.Outra das apostas da Melbandos passa pela produção de mel biológico, uma iniciativa complementar em que os apicultores, individualmente, poderão empenhar-se, numa crescente valorização do produto. Trata-se de mel puro, um produto que nada tem a ver com o mel de denominação de origem protegida e que respeita rigorosas regras e certificações, garantindo todos os padrões de qualidade ao consumidor. A Central Meleira de Mação vai implementar o Sistema HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point), ou seja, Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, para garantir um rigoroso controle de qualidade em todo o processo de laboração desde o produto inicial até ao consumidor final.A aposta na qualidade é, de facto, um dos pontos assentes da Melbandos, a par “da criação de postos de trabalho e da internacionalização”, conforme referiu a presidente da cooperativa, citada pela mesma fonte. Maria José Monteirinho apelou a todos os apicultores do concelho, e não só, para que se unam e ajudem a recuperar a actividade apícola.Já para o presidente da Câmara Municipal de Mação, Saldanha Rocha (PSD), a existência de uma Central Meleira no Concelho assenta em três vectores fundamentais: a fixação de pessoas; a dinamização da apicultura a nível local; e as implicações no território, como a limpeza da floresta, a polinização, este último ponto essencial. “Em 2003, com os incêndios florestais, arderam cerca de duas mil colmeias e, consequentemente, toneladas de mel, o que mexeu muito com as pessoas”. Saldanha Rocha sublinhou ainda a importância do escoamento do produto. “Um dos grandes objectivos passa também por dar resposta a pedidos de grandes superfícies, integrando assim os seus canais de distribuição. Por conseguinte, proporciona-se um mais fácil escoamento do mel (situação que muitas vezes atormentava o apicultor) e os produtores ganham um novo alento”.A constituição da Melbandos, em Abril de 2003, trouxe um novo alento à actividade apícola do concelho, tendo neste momento 59 cooperantes. Actualmente, produz-se em Mação três tipo de mel: mel de urze; mel de rosmaninho; mel multiflora, sendo este último o que ocupa a maior percentagem da produção.
Produtores de mel de Mação querem produto certificado em 2007

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