uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Alcanena aprovou orçamento para 2007

A Assembleia Municipal de Alcanena aprovou o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2007 com os votos favoráveis da maioria Independentes pelo Concelho de Alcanena (ICA). Quanto às previsões de investimento para o município, CDU, PS e PSD consideraram-nas pouco credíveis. O presidente da Câmara de Alcanena, Luís Azevedo (ICA), define como grande prioridade “estabilizar a situação financeira da autarquia”, através da redução do défice, da dívida de curto prazo e das despesas correntes. O orçamento apresentado para 2007 é semelhante no valor ao do ano que agora acaba, com pouco mais de 17 milhões de euros. O autarca reconhece que a situação económica é difícil, mas assegura que está “equilibrada”.Quanto aos investimentos apresentados no Plano Plurianual (PPI) para o quadriénio de 2007/2010, o líder do executivo diz querer dar maior importância às acessibilidades no concelho, à competitividade industrial, à cultura, ao turismo e às novas tecnologias. Para trás fica a grande obra de saneamento que ultrapassa já os 90% de cobertura do município. “Agora também queremos embonecar o concelho”, sublinha o presidente. Os novos projectos da câmara incluem, por exemplo, o melhoramento das ligações entre as freguesias e a sede do concelho, a criação de infra-estruturas nas zonas industriais de Alcanena e Minde e a construção de três museus. No entanto, o PPI está marcado pela falta de clareza. Do investimento apresentado para o próximo ano, 72% dos projectos estão afectados a verbas indefinidas. Luís Azevedo afirma estar à espera do próximo quadro comunitário de apoio, que vai definir a forma como irão ser distribuídos os fundos da União Europeia. Existem poucas certezas quanto às áreas que vão poder contar com o apoio comunitário, “por isso existe alguma indefinição”, justifica o autarca. Uma explicação incompreendida pela oposição. Vieira da Silva, do PS, afirma não conseguir entender como é possível apresentar projectos, sem saber como os financiar. Segundo o deputado municipal, o PPI apresenta aquilo que “gostaríamos de fazer e não aquilo que vamos fazer”, considerando assim como pouco credível a forma como a maioria apresenta as suas intenções para os próximos anos. António Magno, da CDU, vai mais longe e diz que o plano “faz de conta que é um programa, mas não é!”. O PSD, menos duro na crítica, afirma-se preocupado com a “indefinição” confessada por Luís Azevedo. Os argumentos apresentados pela maioria na câmara, como o facto de não ser possível recorrer a empréstimos bancários, não sensibilizou os deputados das três forças políticas. Apesar dos 11 votos contra da oposição, os Independentes de Alcanena viram aprovado o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2007 com 16 votos a favor. Registaram-se ainda três abstenções.

Mais Notícias

    A carregar...