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Ambiente e saneamento são prioridades na Câmara de Azambuja

Oposição na câmara municipal chumbou estratégia da maioria socialista

Ambiente e saneamento levam a maior fatia do orçamento da Câmara de Azambuja em 2007.

O ambiente e saneamento são as áreas em que a Câmara Municipal de Azambuja mais irá investir no concelho em 2007. É pelo menos este o reflexo do Orçamento, Plano de Actividades Municipais e Plano Plurianual de Investimentos que prevê para este objectivo 32,5 por cento do valor global. Os documentos foram aprovados na reunião de câmara de dia 20 de Dezembro com os três votos contra da oposição. Depois do ambiente surge como prioridade o urbanismo e a habitação com cerca de 23 por cento das verbas. Influência do programa de requalificação urbana do núcleo central de Azambuja que se prolongará para o próximo ano. A cultura, desporto e turismo surgem em terceiro lugar na lista dos objectivos com verbas na ordem dos 13 por cento. O presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS), explicou que a rubrica está empolada em virtude da candidatura ao estádio municipal que será financiada por dinheiros comunitários. Segue-se a educação e juventude com 9,8 por cento. Joaquim Ramos argumenta que o objectivo só não é maior porque os grandes investimentos da área para o ano - a ampliação da escola de Alcoentre e a construção da nova escola de Azambuja – não têm reflexo nos documentos por serem executados através da EMIA - Empresa Municipal de Infra-estruturas de Azambuja. Joaquim Ramos garante que continuará a privilegiar como até aqui as parcerias público-privadas desde que constituam uma mais valia para o município dentro da legalidade.As previsões das receitas, que têm por base a média dos últimos dois anos, registaram um aumento significativo. O Imposto Municipal de Transmissões, apresenta um aumento de 80 por cento face ao ano anterior. De 1.042 mil euros passou a 1.831 mil. “Isto significa que há uma movimentação grande ao nível das operações urbanísticas no concelho”, regista o autarca, adiantando que não é alheio a este facto a instalação no concelho vizinho do aeroporto da OTA. As taxas de loteamento e derrama aumentaram igualmente, apesar da percentagem aplicada ter baixado em relação ao ano anterior. Em 2006 a previsão era de 580 mil euros. Este ano ronda os 1.638 mil euros, o que implica uma quase triplicação do valor.O orçamento global ronda os 20 milhões de euros, ultrapassando o valor previsto em 2006 que apontava para 17.192 milhões. Do total das receitas correntes, que representam 14 milhões, 2,2 serão canalizados para despesas de investimento. Os custos de funcionamento rondam os 49 por cento e as despesas com pessoal atingem os 24, 5 por cento. Um valor positivo tendo em conta que em 2006 a projecção era de 31 por cento, salienta o autarca.Faltam verbaspara agricultura e educaçãoO orçamento da Câmara de Azambuja para 2007 é pouco sensível às questões da agricultura e educação. É esta a opinião dos vereadores da oposição que votaram contra o documento apresentado pela maioria socialista.O eleito da CDU, António Nobre, considera que os documentos têm uma “excessiva ligação ao aeroporto da Ota e ao turismo”, adiantando que quem ganha com o equipamento é a balança comercial do país e não o concelho. António Nobre criticou igualmente a falta de investimento à actividade agrícola. “Temos uma ampla área rural no concelho e não há uma ideia sobre isto”. António Nobre recusa igualmente as parcerias público-privadas, que leva a que existam “verbas escondidas no orçamento”.O eleito do PSD, António José Matos, acusou o executivo de não possuir qualquer tipo de estratégia. O vereador considera que face ao aumento do orçamento o investimento com a educação, que desceu de 21 para 11 por cento, deveria subido igualmente. Joaquim Ramos ter sublinhou no entanto que a fatia da educação aumentou. Estão previstas duas grandes obras no sector da educação, que não têm reflexo nos documentos por estarem a cargo da EMIA.

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