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Cartaxo aprovou aumento de capital social na Águas do Ribatejo mas já procura alternativas

Os eleitos do PS na Assembleia Municipal do Cartaxo aprovaram o aumento de capital social do município na empresa municipal Águas do Ribatejo (AR), momentos depois do presidente da câmara, Paulo Caldas (PS), ter afirmado que com a posição já expressa por Santarém de abandonar o projecto o município cartaxeiro não teria interesse em integrar a empresa. Na votação da proposta a CDU votou contra e o PSD absteve-se. A O MIRANTE Paulo Caldas referiu que não entrou em contradição. Segundo o autarca, a aprovação do capital social em espécie (equipamentos municipais na área do saneamento e água) foi “uma forma de mostrar solidariedade em relação a todo o processo”.Segundo o edil do Cartaxo os investimentos previstos para o concelho são para continuar, apesar de reconhecer que se estão a procurar alternativas à integração na Águas do Ribatejo. Seja no sistema intermunicipal (tipo Águas de Portugal), na concessão a privados, na criação de parcerias público-privadas, entre outras. “Santarém não subscreveu o capital social para a AR, com os votos da CDU e do PSD, e apenas lamento que passados três anos e meio o projecto possa cair”, acrescentou Paulo Caldas. Quem não ficou nada convencido com os argumentos foi o eleito do PSD Vasco Cunha, que questionou a solidariedade de Paulo Caldas face aos seus parceiros da CULT. Principalmente quando assumiu publicamente que o não cumprimento dos pressupostos iniciais do projecto punha em causa a participação do Cartaxo. “Na sua cabeça tinha o presidente da câmara ou o vice-presidente da CULT? Avisou os seus colegas autarcas da posição que assumiu?”, questionou Vasco Cunha. Que “aconselhou” Paulo Caldas a ponderar a sua demissão da vice-presidência da CULT para ficar à vontade para negociar pelo Cartaxo.Paulo Caldas ripostou, em tom irónico, de que Vasco Cunha teria também de avaliar a sua continuidade na presidência da Distrital do PSD, pela actuação do partido em Santarém durante todo o processo. O deputado do PSD retorquiu que quando era vereador, há dois anos, votou contra a proposta de criação da AR pelo facto de o Cartaxo ter de entrar com património em espécie e, ao fim de 40 anos, “ganhar muito pouco em relação ao que tem actualmente”. O deputado da CDU, Rogério Coito, disse apenas que se os pressupostos de criação da empresa intermunicipal são alterados com a não entrada de Santarém “esta discussão da entrada do Cartaxo de nada vale”.

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