Paulo Caldas acusa Santarém de só olhar para o seu umbigo
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), considera que a Câmara de Santarém ao desistir de integrar a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) “continua a olhar somente para o seu umbigo e, com isso, a sofrer as inevitáveis consequências de uma política solitária errada”.Em comunicado, Paulo Caldas considera que essa decisão “pouco surpreendente” da Câmara de Santarém, alicerçada nos votos do PSD e da CDU, “inviabilizou o projecto Águas do Ribatejo” – uma empresa que pretendia gerir as redes de água e saneamento básico em nove municípios da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT).“Lamentamos, em nome do Município do Cartaxo e da sub-região da Lezíria, o terminus de um projecto que já dura há mais de três anos e meio” e que sempre foi tutelado pela CULT. Já havia sido inclusivamente escolhido o parceiro privado para ficar com 49% do capital social da empresa, que motivou o processo em curso de aumento da participação dos municípios na Águas do Ribatejo. A Câmara de Santarém rejeitou o aumento da sua participação de um para três milhões de euros na AR e decidiu abandonar o projecto, avançando para a constituição de uma empresa autónoma para as áreas da água e saneamento a criar a partir dos actuais Serviços Municipalizados.Essa posição motivou da parte do presidente da CULT, Sousa Gomes (PS), a acusação de “falta de solidariedade” do presidente da Câmara de Santarém Moita Flores (PSD). Até porque já se encontram em curso obras de saneamento em alguns concelhos que, sem a criação da Águas do Ribatejo, vai obrigar a um maior esforço financeiro dos municípios.O presidente da Câmara de Coruche disse entretanto que se a Câmara de Santarém sair das Águas do Ribatejo esse facto “terá consequências”. “Sabemos o histórico deste processo, porque se arrastou e de onde tem havido dificuldades de aprovação” afirmou ao nosso jornal Dionísio Mendes (PS). O autarca não quis reagir às posições assumidas por Moita Flores dizendo que a CULT irá reunir e tomar uma posição. “Temos procurado uma unidade para beneficiar a região numa perspectiva intermunicipal e continuo a apostar num projecto deste género, que possa garantir fundos comunitários e a recuperação da região em matéria de ambiente, saneamento básico e água”, acrescentou o autarcaQuanto às obras do emissário e a candidatura a fundos comunitários, lembra que foram assumidos pela CULT, entidade dona da obra. “Está a decorrer e vai continuar. Esperamos que decorra em ritmo normal e vá até ao fim. Outros concelhos também têm obras em andamento na área do saneamento”.
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