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Poemas à nossa terra

Edição de 14.02.2007 | Opinião
O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades. Não sei a quem é que interessa a informação de que estou a reler Almada Negreiros, republicado pela Assírio e Alvim, com o entusiasmo de um adolescente e a vontade de aprender de um velho leitor.Entusiasmado com a leitura de uma das obras poéticas mais importantes do último século, talvez a obra poética e ensaística mais importante a seguir a Pessoa, por tudo o que tem de inovadora e contra a corrente, resolvi partilhar com o leitor este prazer, numa altura em que redescobri igualmente uma obra importante de um poeta ribatejano chamado Álvaro do Amaral Neto que canta o Ribatejo e as terras ribatejanas como nenhum poeta português o fez até hoje.De tanto conviver com o livro em certa altura da minha vida julgava que o tinha na minha biblioteca. Afinal não tenho. Um dia destes, em casa do Professor Veríssimo Serrão, vi uma daquelas edições numeradas e de capa dura que me fez pele de galinha. Não sei por que artes mágicas o Professor deu por isso e logo se prontificou para escrever um prefácio ao livro se eu tivesse a coragem de o reeditar. E porque o Professor Veríssimo Serrão não brinca em serviço deixou que de regresso a casa trouxesse o livro debaixo do braço para não perder pelo caminho o sentido das palavras bonitas e justas que trocamos a meio de um dia de sol.Não sei se vou encontrar solidariedades para reeditar o livro como gostava numa edição fac-similada e também com capa dura. Os poemas a Vila Franca de Xira, a Alhandra, à Barquinha, a Almeirim, Cartaxo, à Chamusca ( a terra de nascimento do poeta), assim como a dezenas de outras localidades da região, bem mereciam voltar à luz do dia. JAE

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