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Em noite de reencontros as vaidades ficaram à porta

Em noite de reencontros as vaidades ficaram à porta

O MIRANTE distinguiu Personalidades do Ano no Centro Cultural do Cartaxo

A passadeira vermelha não foi estendida, ninguém chegou de limusina, nem houve vestidos de alta-costura. A noite de entrega dos prémios Personalidade do Ano de O MIRANTE, na quinta-feira, 8 de Fevereiro, foi um reencontro de amigos. A feira das vaidades ficou de fora do espectáculo.

Edição de 14.02.2007 | Prémios Personalidade do Ano
Às 20h30, meia hora antes do início do espectáculo, uma mulher de cabelo louro, dentro de um fato escuro, procurava um bar nas redondezas do Centro Cultural do Cartaxo. Precisava de um café para acalmar a ansiedade de quem nunca esteve metida “nestas andanças”. A médica Fátima Ferreira, premiada por O MIRANTE com o Prémio Cidadania, confessava depois, em tom de brincadeira, que até recorreu a alguém para a maquilhar. “Se fosse eu a pintar-me iam todos fugir de mim”.Carlos Carvalheiro, a alma do grupo de teatro Fatias de Cá (de Tomar) entrou de rompante no grande hall do espaço, fazendo esvoaçar a sua longa samarra alentejana. Naquela noite estava menos nervoso que há um ano atrás, quando recebeu o Prémio Cultura. “Hoje só estou encarregue do espectáculo de abertura, felizmente”, dizia com um sorriso de orelha a orelha. A entrada de Cristina Branco, eleita pelos leitores de O MIRANTE como a Personalidade do Ano 2006, foi a mais notada. A cantora trazia o filho ao colo, tentando talvez que o pequeno Martim a substituísse como centro das atenções. De canadiana na mão direita, Martins Lopes, o provedor da Santa Casa da Misericórdia da Golegã, subia a custo a escadaria que o levaria à sala de espectáculo. Um obstáculo que, apesar das evidentes dificuldades, venceu com êxito, como todos os outros que o galardoado com o prémio Associativismo teve ao longo da vida. Antes, tinha sido efusivamente cumprimentado por alguns amigos e irmãos de outras misericórdias, que quiseram comparecer ao evento, em reconhecimento do seu trabalho. “Venham daí esses ossos”, dizia-lhe o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, Fernando de Jesus.Homem pequeno de alma grande, o escritor Joaquim Veríssimo Serrão, passeava-se cheio de genica. O Prémio Vida assenta que nem uma luva a um homem, como ele, sem idade. “Você é a Joaninha?”, perguntava, enquanto distribuía beijos e abraços, à esquerda e à direita, sempre de grande sorriso nos lábios. A noite de quinta-feira figurará com certeza no seu livro de memórias.Sérgio Silva passa a grande velocidade pelo átrio, com a secreta esperança de que ninguém o reconheça. Habituado à corrida da vida, o desportista – eleito personalidade do ano na área de Desporto – sentia-se ali como peixe fora de água. Nervosa estava também a ginasta Ana Rente. Galardoada com o Prémio de Desporto feminino, a “menina que gosta de gomas” apareceu num longo casaco lilás, acompanhada da família.Mais descontraídos mostraram-se os premiados na área política. Habituados a falar para multidões e a saber que as suas acções são observadas à lupa por quem os elege o deputado Vasco Cunha, Prémio Política masculino, e a presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, Prémio Política no feminino, pareciam estar numa qualquer inauguração oficial, distribuindo sorrisos e palavras afáveis aos restantes convidados.
Em noite de reencontros as vaidades ficaram à porta

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