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Viaduto dos Caniços será demolido se não tiver viabilidade

Edição de 07.03.2007 | Entrevista
Como é que vê o papel dos movimentos cívicos que tanta dor de cabeça lhe têm causado?A participação cívica é saudável em democracia, mas temos de separar o conteúdo da forma. Temos noção de que nem sempre decidimos da melhor maneira e os cidadãos devem ajudar a reflectir. É o aperfeiçoamento e amadurecimento da democracia. Tenho é dúvidas sobre a forma como algumas dessas pessoas intervêm publicamente. Duvido muito das intenções de cidadania de algumas pessoas.A oposição está por trás disso?É curioso que o PS e a presidente da câmara são sempre os alvos a abater. A oposição é tratada com um carinho que não consigo compreender. E aqui surgem as dúvidas. Não sei se é uma acção concertada ou não. Por vezes há intervenções que roçam a grosseria e a má educação.A câmara tem dado importância a esses movimentos cívicos. Um grupo de cidadãos obrigou-o a suspender a obra do viaduto?Pode não acreditar, mas nós não sabíamos que o viaduto estava na Reserva Ecológica Nacional (REN). O conhecimento que tínhamos era que uma parte da IV fase do Forte da Casa estava em RAN e que o processo estava suspenso para serem sanadas essas questões e as da servidão aeronáutica. Quanto às obras de infra-estruturas, quando peguei no processo tinha a informação de que não haveria nenhum problema do domínio hídrico e nenhum impedimento legal. Quando fomos confrontados com a denúncia, estudámos o problema e concluímos que assistia razão às pessoas. Suspendemos os trabalhos e pedimos a intervenção de uma entidade externa.Como é possível que ao longo de mais de seis anos nenhum técnico da autarquia, dos que analisaram os vários processos, se tenha interessado pelas condicionantes do terreno?Aconteceu. É um erro técnico, aparentemente tem razão. A questão deveria ter sido vista no início da obra.Houve uma falha grave?É claro que houve uma falha no processo do viaduto mas temos que o assumir. Está a correr um processo interno para percebermos. Temos que dizer que este é um processo muito antigo. Descobrimos um Plano Geral de Urbanização que referia a necessidade de construir aquela via em 1976. Passaram 30 anos.Estamos perante um viaduto sem saída que corre o risco de ser demolido?A câmara solicitou uma avaliação ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e é perante as propostas técnicas elaboradas por auditores externos que teremos de decidir. Eles vão avaliar se o que está no projecto é o que foi construído e se o viaduto oferece garantias para que nós possamos tomar uma decisão.Se o LNEC concluir que o viaduto não é viável, será demolido?Evidentemente. E quem assume os custos?Terá que ser o urbanizador que tinha o compromisso de fazer aquela via bem feita e sem mácula em termos técnicos. Se não o fez tem de ser responsabilizado pelos erros.E a câmara que aprovou as várias intervenções?É uma matéria que a auditoria interna vai avaliar. A câmara não se alheia a uma obra deste tipo, mas uma coisa é estar a acompanhar uma obra nossa, outra é uma obra de um urbanizador. Vamos avaliar se o viaduto foi bem ou mal construído.

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