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Tribunal de Tomar é que vai decidir se caminho da Peralva é público

Junta de Freguesia de Paialvo e morador não chegaram a acordo
Edição de 07.03.2007 | Sociedade
A Assembleia de Freguesia de Paialvo, Tomar, decidiu por unanimidade, a 26 de Fevereiro, “continuar na salvaguarda do património da freguesia” no caso que envolve um caminho que a autarquia considera público e que foi cortado por um morador da aldeia de Peralva. A proibição de passagem no caminho por parte do proprietário do terreno contíguo começou a ser julgada no Tribunal de Tomar a 12 de Janeiro, tendo na altura o juiz deslocado-se ao local para perceber os contornos da situação.A conselho do juiz Domingos Mira, morador e junta de freguesia tentaram chegar a um acordo na segunda audiência, realizada a 13 de Fevereiro, para evitar que o processo se arraste em tribunal. José Mário Macedo, o homem que barrou o caminho aos populares, afirma estar disposto a dar uma faixa de 1,5 metros de terreno para a passagem pública mas, em reunião, os membros da assembleia de freguesia recusaram essa proposta por considerar que esse acordo lesava os interesses dos habitantes. “O caminho era mais largo que isso”, referiu ao nosso jornal o presidente da junta, Custódio Ferreira.A Junta de Freguesia de Paialvo interpôs uma acção judicial contra José Mário Macedo em 2003, depois de o morador ter tapado o caminho secular com troncos de oliveira, impedindo assim a passagem aos habitantes da aldeia. O caminho chegou a ser lavrado, tendo o morador colocado ainda uma tabuleta onde se podia ler “proibida a passagem”.Era por esse caminho que diariamente passava o rebanho de ovelhas de Gracinda Cerejo, habitante da terra. O marido, encarregado de pastorear as velhas, disse ao nosso jornal que sempre se lembra de ali passar com o rebanho. Mesmo depois de José Mário Macedo tapar o caminho, com a justificação de que a passagem das ovelhas e dos cães de guarda lhe danificavam a horta. “Ele tapava e eu destapava, mas um dia decidi ir dar a volta maior pela estrada alcatroada, antes que as coisas azedassem”, diz José Cerejo.Uma decisão que levou ao protesto de alguns habitantes da aldeia, descontentes com o rasto de fezes deixado pelos animais da estrada principal da aldeia. O pastor argumenta que não tem alternativa e mostra-se desejoso que a contenda do caminho público cortado seja ganha pela junta de freguesia. “Também prefiro ir pelo caminho de terra que passar com o rebanho pela estrada principal, mas até as coisas não estarem resolvidas não tenho outro remédio, porque as ovelhas têm de comer”.

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