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Primeiro baixar o défice e só depois os impostos

Governador do Banco de Portugal não quer polémica mas dá opinião
Edição de 11.04.2007 | Economia
O governador do Banco de Portugal considera que é "difícil" baixar impostos no actual contexto da economia portuguesa, considerando prioritário continuar a concentrar esforços na redução do défice público.No actual cenário "é difícil mexer nos impostos", disse Vítor Constâncio aos jornalistas dia 4, no final da audição parlamentar na Comissão de Orçamento e Finanças, embora salvaguardando que não pretende envolver-se na polémica sobre esta matéria.Já antes, e comentando os cenários sobre a economia portuguesa e o défice, Constâncio disse que Portugal é o único país da Zona Euro que, depois de lhe ter sido aberto um procedimento contra défices excessivos, continua a estar com um défice acima dos 3 por cento do Produto Interno Bruto, pelo que "a prioridade deve ser essa [redução do défice] e não outra".Constâncio coloca-se, assim, ao lado do Governo, que tem dito que enquanto o défice não estiver "suficientemente" abaixo dos três por cento do PIB, não haverá lugar a qualquer descida de impostos.O PSD, por seu lado, tem defendido que a folga que o Governo obteve no défice público (por ter ficado em 2006 abaixo do objectivo fixado) deve ser usado para reduzir os impostos sobre as empresas.O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou em Março que o défice público ficou nos 3,9 por cento em 2006, abaixo dos 6,0 por cento registados em 2005 e abaixo dos 4,6 por cento previstos pelo Governo.

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