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Prejuízos de milhares de euros acendem guerra política

Prejuízos de milhares de euros acendem guerra política

CDU diz que PS está a desbaratar dinheiro público

Denúncia refere-se a festas do ano passado e a alegadas irregularidades na gestão.

Edição de 11.04.2007 | Política
A comissão coordenadora da CDU do Vale de Santarém acusa o executivo da junta de freguesia socialista de má gestão dos dinheiros públicos. Aquela força política salienta o facto de o executivo ter apresentado recentemente um balancete com um prejuízo de mais de 37 mil euros.Segundo Amílcar Queirós, eleito da CDU na assembleia de freguesia, o executivo que esteve em funções até Dezembro - liderado pelo socialista George D’Almeida que saiu alegando razões pessoais - não falou verdade quando disse que seria a Câmara de Santarém a suportar as despesas com as festividades da freguesia. “A câmara só pagou o concerto do Fernando Pereira e atribuiu um subsídio de 2.500 euros. Afinal as festas devem ficar em mais de 50 mil euros”, acrescenta o eleito da CDU. Alegando ser esse um valor muito superior aos cerca de 15 mil euros previstos como custos para as Festas do Vale de 2006, realizadas a 23 de Junho, aquando da inauguração do jardim da freguesia. Lembra a CDU que estão ainda por liquidar mais de oito mil euros.Outra situação que gera desconfiança entre os comunistas do Vale de Santarém tem a ver com o dinheiro das facturas da água cobrado na junta e que deveria ser entregue aos Serviços Municipalizados de Santarém (SMS), que desapareceu num assalto à junta a 12 de Maio do ano passado. Alegam os eleitos da coligação que a verba não consta das contas, um total de 7.994, 48 euros a pagar aos SMS, bem como 2.945,15 euros roubados em dinheiro e cheques durante o assalto e mais de cinco mil euros referentes às refeições dos alunos das escolas número um e dois da freguesia que deveriam ser pagos à autarquia que também desapareceram.Segundo a CDU, os eleitos do PS participaram a situação à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) e ao Ministério Público (MP) com suspeita de indícios de irregularidades praticadas na junta, mas sem o respectivo suporte documental. A CDU apresentou uma proposta na assembleia de freguesia realizada a 16 de Março para que se deliberasse o envio de toda a documentação de suporte de indícios de irregularidades cometidas pela junta desde o início do anterior mandato até 20 de Dezembro de 2006 para o IGAT, MP e Tribunal de Contas para puderem ser avaliados. O que foi chumbado com os cinco votos do PS e do eleito do Movimento Independentes pelo Vale (a CDU tem três elementos).O MIRANTE contactou a presidente da Junta do Vale de Santarém que, ressalvando não comentar o comunicado da CDU, disse que a assembleia de freguesia extraordinária de 16 de Março foi meramente informativa. “Quando for convocada uma assembleia ordinária ainda em Abril para discussão do orçamento teremos na mão dados concretos e documentos”, diz a autarca. O MIRANTE tentou também contactar o anterior presidente de junta, o que se revelou impossível.
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