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Tentativa da CDU para travar aumento da água não resulta

Maioria na Câmara de Torres Novas não aceita revogação do novo tarifário
Edição de 11.04.2007 | Política
O executivo municipal de Torres Novas chumbou uma proposta do vereador da CDU, Carlos Tomé no sentido de ser revogada a actualização do novo tarifário de água e saneamento aprovado a 1 de Março e que entrou em vigor a 1 de Abril.Na proposta o eleito da CDU defende que a câmara está a promover aumentos que penalizam quem consome menos água. Segundo Carlos Tomé, 62% do total dos consumidores domésticos (12 mil utentes) integrados no 1º e 2º escalões (de 5m3 a 10 m3 de consumo) sofrem um aumento na factura mensal de mais de 2 euros (superior a 29% no primeiro caso e a 24% no segundo). “São os consumidores com menos posses e que gastam menos água, que vão ser mais penalizados”, garante o autarca que acrescenta que são os consumidores do maior escalão, cerca de mil, apenas suportarão um aumento de 12,5%. A CDU considera no texto da proposta – reprovada com os votos contra do PS e a abstenção do vereador do PSD - que a câmara está a premiar o consumo excessivo e recorda que cerca de 40% da água consumida no concelho corresponde a água não tarifada como a usada pelo próprio município para regar jardins e espaços verdes. “A Câmara não pode aumentar o preço da água aos munícipes e manter ela própria situações de autêntico desperdício e descontrole sobre os seus gastos”, refere o documento.O aumento do tarifário foi justificado com uma necessidade de equilibrar as contas no sector da água, que em 2006 sofreu um prejuízo de 400 mil euros. As tarifas de água e de serviços associados aplicadas pela autarquia torrejana foram revistas nos últimos anos apenas quanto ao valor de inflação, não sofrendo aumentos substanciais desde 2000.

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