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Parecer sobre cheias em Alcanena aponta irregularidades em obras

Edição de 24.04.2007 | Sociedade
“As pessoas que se sintam prejudicadas por terceiros podem accionar processos judiciais”. Esta é a conclusão do parecer sobre as cheias quem em Novembro passado afectaram o concelho de Alcanena e que foi transmitida na reunião do executivo camarário de última segunda-feira pelo vice-presidente Eduardo Marcelino (ICA). O relatório aponta diversas falhas a sucessivos processos de construção que foram executados ao longo de décadas e denuncia obras sem licenciamento e casos de gravidade técnica, situações que terão agravado a situação de cheia verificada a 4 de Novembro passado. Na altura, empresas e privados foram prejudicados, registando diversos danos materiais e consequentes prejuízos. A divulgação do parecer do fiscal da autarquia sobre a situação vivida em Novembro levou a diversas criticas por parte da oposição. Os vereadores do PS e a vereadora do PSD classificaram como “lamentável” a falta de acção da câmara, nomeadamente no caso da idosa Etelvina Curates, de 91 anos, que perdeu diversos bens devido ao transbordo de um curso de água que passa nas imediações da sua propriedade.A idosa queixava-se de uma empresa vizinha ter construído muros e ter desviado as águas de uma ribeira sem ter pensado nas consequências. A idosa apontava responsabilidades também à autarquia por ter permitido a situação. A empresa rejeitou, na altura, qualquer responsabilidade pela situação criada no terreno de Etelvina Curates, mas o parecer apresentado na reunião da autarquia, segundo informações divulgadas durante a reunião, confirma a existência de irregularidades. A idosa, que se dirigiu por cinco vezes à autarquia para pedir ajuda, acabou por ceder à debilidade física. Segundo a vereadora do PSD, Ana Coelho, a senhora foi vítima de uma pneumonia e acabou por ser internada num lar onde permanece até hoje. Caberá ao filho, eventualmente, avançar com um processo judicial. A vereadora do PS, Fernanda Asseiceira, lamentou que a câmara não tivesse sido mais sensível à situação da idosa. A socialista defende que a autarquia devia, pelo menos, ter-se disponibilizado para reconstruir os muros da propriedade. “Lamento, com letras maiúsculas!”, sublinhou a autarca.

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