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Cantora Jacinta desvenda história do Jazz e entusiasma crianças

Cantora Jacinta desvenda história do Jazz e entusiasma crianças

Iniciativa da Escoa Internacional de Línguas envolveu trezentas crianças do Cartaxo

Uma cantora de Jazz está habituada a improvisar. Talvez por isso, Jacinta nunca se atrapalhou com as centenas de crianças que teve pela frente no Centro Cultural do Cartaxo.

Edição de 16.05.2007 | Sociedade
Foi um desassossego completo na plateia do Centro Cultural do Cartaxo quando a cantora Jacinta subiu ao palco. A finalista da primeira edição do programa “Chuva de Estrelas” da SIC, em 1993, e hoje uma das mais conceituadas cantoras de jazz do panorama musical português, foi convidada pela Escola Internacional de Línguas (EIL) a participar numa actividade extracurricular e nunca deve ter tido um público tão mexido à sua frente. A iniciativa da EIL, que envolveu os cerca de 300 alunos do agrupamento de escolas Marcelino Mesquita, do Cartaxo, vem no seguimento das actividades que a escola realiza frequentemente no âmbito do enriquecimento curricular no 1º ciclo. “O jazz é um tipo de música que, geralmente, está associado a uma elite. Muitas destas crianças tiveram hoje o seu primeiro contacto com a música jazz e adoraram os sons bastante ritmados”, disse a O MIRANTE, justificando a escolha.Depois de duas sessões muito participadas e divertidas com os mais novos, uma de manhã e outra de tarde, Jacinta explicou como iniciou a sua carreira musical. A cantora começou a cantar muito nova. Aos 4 anos já cantava música clássica e contemporânea. Começou por estudar música clássica em piano e composição e chegou a liderar um grupo de rock sinfónico onde cantava e compunha. Apaixonou-se pelo jazz quando o descobriu, aos 19 anos, e nunca mais quis outra coisa. “Sempre disse que queria ser cantora de blues e gostava de jazz apesar de não saber o que era. Quando descobri o jazz foi uma paixão assolapada que perdura até hoje”.A intérprete de blues que frequentou a Manhattan School of Music, em Nova York, EUA, confessa que Ella Fitzgerald, Sara Vogan, Billy Holliday foram três das principais cantoras de jazz que a influenciaram a seguir carreira. O primeiro disco de Barbra Streisand e um concerto da portuguesa Maria João marcaram-na profundamente e foi nessa altura que tomou a decisão de seguir carreira como jazzista.Jacinta considera fundamental a interacção com o público. “Os músicos de jazz, por vezes, isolam-se quando tocam mas, para mim, é essencial interagir com o público. Sem ele não somos nada”, salientou. Em Portugal o Jazz tem vindo a ganhar cada vez mais espaço e os concertos de Jacinta costumam esgotar. A cantora explica o êxito com a verdade e autenticidade daquele tipo de música. “Hoje em dia existe muita música “enlatada” que chega aos palcos já pré-feita e os artistas só têm que cantar por cima da música. Com o jazz a música é improvisada, feita na hora. As pessoas compreendem que estamos a criar cada nota a todo o momento”, explicou.A Escola Internacional de Línguas tem protocolos com agrupamentos de escolas de Santarém, Cartaxo e Lisboa no âmbito dos quais ministra aulas de inglês, música, educação física, ciências e matemática.
Cantora Jacinta desvenda história do Jazz e entusiasma crianças

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