
Festa Rociera com salero em Vila Franca
Dezenas de amigos de Portugal e Espanha convivem
Glamour e caras bonitas marcaram presença no restaurante “O Forno”, que acolheu pelo segundo ano consecutivo a Festa Rociera, evento de cariz religioso com origem em Espanha, que trouxe boa disposição pela madrugada fora à casa de Vila Franca.
O restaurante “O Forno” acolheu a Festa Rociera, um evento de cariz religioso com origem em El Rocio, Espanha, que se pretendeu recriar pelo segundo ano consecutivo em Vila Franca de Xira. A boa disposição foi nota dominante. Caras lindas e com estilo passaram um serão diferente na noite de sábado do Colete Encarnado. António Martinho, Sílvio Breia e Fernando Carneiro, os promotores do evento, juntaram cerca de uma centena de portugueses e espanhóis na mesma casa, tendo como pano de fundo as festividades religiosas de El Rocio, bem como o ambiente taurino que se viveu em fim-de-semana de Colete Encarnado. Vieram de Portugal e de Espanha, neste caso maioritariamente de Sevilha, Badajoz e Salamanca.Ana Vinhas, 29 anos, pertence a um grupo de rocieros portugueses que efectuou a tradicional peregrinação da Semana Santa à Virgem de El Rocio. “É uma semana em que as pessoas fazem o caminho a pé ou em carroças puxadas por bois. Outros comemoram em casas, na povoação espanhola de El Rocio. Ficam hospedados durante uma semana, convivem num espírito de fraternidade em homenagem à Virgem, sendo isso o que se pretende recriar esta noite”, explica. Trajando uma saia flamenca com “volantes”, cor branca, castanha e vermelha, acompanhada de um top vermelho com folhos, Ana Vinhas trouxe calçadas as botas ainda sujas com o pó da última peregrinação a El Rocio.Após o repasto, as atenções concentraram-se no primeiro andar do restaurante, transformado num pátio andaluz com vasos, flores e uma imagem da virgem de El Rocio. Os presentes dançaram ao som das rumbas, bolerias e outros géneros de flamenco. A conversa acompanhou sempre a boa disposição. Presença notada foi a de Helena Mendes, esposa do matador Victor Mendes. A festa recebeu também a visita da edil Maria da Luz Rosinha, que assistiu ao momento alto do evento, e que se foi repetindo ao longo da noite, com a actuação de um grupo de quatro músicos espanhóis – três à viola e um à caixa – que fizeram os presentes entoar alegres compassos de dança. O cariz pagão do evento fez-se sentir, juntando aficionados da festa taurina a conhecedores do espírito rociero.Ana Cavaco, 36 anos, veio pela primeira vez à Festa Rociera. A impressão que teve foi positiva. “É muito giro, com muito ritmo e envolvência, tudo num ambiente descontraído. É uma forma diferente de passar o Colete Encarnado”, disse. Bastante agradado encontrou-se também o esposo Mário Cavaco, 36 anos. “É uma festa bastante diferenciada, com pessoas bonitas, num ambiente bonito, que juntou a elegância taurina a uma festividade marcadamente religiosa”, acrescentou.Fernando Carneiro, sócio gerente do restaurante conjuntamente com José Gabriel e José Gomes, não teve mãos a medir. Dividiu-se entre o rés-do-chão e o primeiro andar. Da ementa servida ao buffet constaram os pratos típicos lusos, nomeadamente, o bacalhau assado com batatas a murro e grelos salteados, arroz de tamboril com gambas, misto de carnes e secretos de porco preto, entre outros pratos e acompanhamentos, sendo que as bebidas foram à discrição. A boa disposição, essa, prolongou-se pela madrugada fora.

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