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PJ conclui que não há indícios de crime na morte da mulher que se fez passar por general

Maria Teresinha, que vestiu a pele do militar Tito Gomes, apareceu morta na sua casa em Alenquer

A investigação e a autópsia concluíram que a mulher acusada de várias burlas morreu de forma natural e sem intervenção de terceiros. A banqueira Maria Teresinha era uma figura conhecida na região.

A Polícia Judiciária (PJ) coloca de lado a possibilidade de homicídio no caso da morte da mulher conhecida como "generala". A septuagenária, que durante 20 anos se fez passar por homem, foi encontrada morta dia 1 de Julho na sua casa em Carambancha de Cima, Alenquer. Segundo a polícia, o cadáver foi encontrado em estado de decomposição que aparentava que a morte já teria acontecido há algum tempo.Os investigadores da PJ estiveram no local e concluíram que “não houve intervenção de terceiros" na morte. O corpo de Maria Teresinha de Jesus Gomes, de 74 anos, foi autopsiado no dia 4 de Julho no Instituto de Medicina Legal (IML), em Lisboa. O resultado da autópsia aponta para uma morte por causas naturais, segundo a mesma fonte policial.A septuagenária encontrava-se doente há já várias semanas, motivo que a terá levado a recusar o convite de umas mini-férias na Madeira por parte da actual companheira, com quem vivia há 15 anos, disse à Agência Lusa fonte da GNR de Alenquer.Teresinha vivia há 15 anos numa casa isolada em Carambancha de Cima, para onde foi residir depois da polémica que protagonizou em 1993 e que se transformou num dos casos mais mediáticos, até então, da justiça portuguesa.Na altura, apresentou-se no tribunal vestida de homem e foi condenada por usurpação de identidade, já que se fazia passar por homem, usando o nome do seu irmão falecido, "General Tito Paixão Gomes", e por diversas burlas que praticava junto de vizinhos, fazendo-se passar por banqueira, pedindo e emprestando dinheiro.O aspecto masculino e o porte altivo que possuía esta madeirense dificultaram durante anos o trabalho dos investigadores da PJ, que nunca imaginaram estar enganados quanto ao sexo do suspeito indiciado pelos crimes de burla, o que só veio a confirmar-se após fotografias tiradas pela PJ no IML a Teresinha, nua, e que constaram da acusação.    Actualmente com 74 anos de idade, a "generala" mal saía de sua casa, devido ao escândalo, vivendo sem qualquer contacto com vizinhos e isolada do mundo exterior, motivo que a terá levado a forrar a sua casa de placas de zinco.    Recentemente terá recusado o convite dos únicos familiares da sua companheira para se mudar para a margem sul do Tejo, acabando por sucumbir à doença e sendo encontrada dias depois, pelos familiares da companheira, já sem vida e em estado de decomposição.

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