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De um ribatejano do Alasca

Edição de 29.08.2007 | O Mirante dos Leitores
Chamo-me J.S. Fernandes (Pinote). Sou natural da Gouxaria, Alcanena. Tenho ganho a minha vida a trabalhar arduamente, dia após dia, ao longo de cinco décadas, isolado nas florestas, entre montanhas de gelo, na costa do mar Ártico, no Alasca, próximo do pólo Norte. Nunca esqueço as minhas raízes. Sou ribatejano à moda antiga, daqueles que acreditam que um ribatejano a sério, ou morre nos cornos de um toiro, ou nos braços de uma mulher. Escrevo a O MIRANTE, para partilhar algumas reflexões que fui guardando e que nortearam a minha vida.Se queres ter uma vida boa, estável sólida e sã, trabalha, trabalha duro, não estragues e poupa, poupa o dinheiro a contar com o dia de amanhã! Habitua-te a gastar hoje só o dinheiro que ganhaste ontem e não o que pensas ganhar amanhã! Olha que o tempo e o dinheiro, se forem bem divididos e bem administrados chegam muito além. É muito bom ter amigos mas muito melhor será tê-los, mantê-los e estimá-los, sem nunca precisar deles.Deves convencer-te que vives num país que não tem de seu, nem uma gota de petróleo e que, para além disso tem um solo pouco fértil e poucos recursos materiais. De onde há pouco não se pode tirar muito e o governo por si, seja ele de que partido for, não consegue fazer milagres. Com o desemprego a crescer de dia para dia, de norte a sul de Portugal, eu não sei como é que o governo consegue pagar tanto subsídio de desemprego.Não sou salazarista e sempre fui contra a ditadura mas convém lembrar algumas coisas relacionadas com ele. O seu lema era “produzir e poupar”. Com base neste conceito e noutros parecidos ele tirou o país do charco em que estava em 1926. Habituou o português a viver consoante os recursos do nosso pequeno pais e ele próprio, durante toda a sua vida fez sempre uma vida económica e de muito trabalho. A governanta de Salazar dizia que o prato preferido dele era petingas fritas com feijão-frade temperado no prato com cebola picada, azeite e vinagre e que lho podia pôr na mesa dia sim, dia não, que ele não rejeitava.Joaquim Fernandes Alasca – Estados Unidos da América

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