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Em defesa do Rosa Damasceno

Edição de 29.08.2007 | O Mirante dos Leitores
Acabo de ler com a devida atenção o texto sobre o "Rosa Damasceno", publicado na edição de hoje, com o destaque para a Petição de Pedro Filipe na Internet, que saúdo. Num dos subtítulos, "Uma história com muitos actos", sou referido, enquanto vereador da CMS, eleito pela CDU, vínculo que mantenho, como deputado da Assembleia Municipal. Gostaria de precisar que apresentei em sessão camarária a Proposta para a aquisição do Rosa Damasceno, proposta, aliás, muito maltratada pelo PS, diga-se em abono da verdade. É facto que "alertei para a necessidade de preservar o espaço", e chamei várias vezes a atenção para o estado de degradação do Cine-Teatro, quer, na Câmara Municipal, quer em artigos de opinião, em que sublinhei posições da Associação de Defesa do Património. O Protocolo, entre a Câmara de Santarém e o proprietário, Clube de Santarém, foi assinado nos últimos dias desse mandato, como é referido, mais precisamente, em Dezembro de 2001. No mandato seguinte (2002-2005), no âmbito da Assembleia Municipal, apresentei uma Proposta para a realização de uma Sessão Extraordinária para discussão do processo do Rosa Damasceno, que foi aprovada por unanimidade. A sessão realizou-se, no Teatro Taborda do Círculo Cultural Scalabitano, e, embora sem ser conclusiva, dela saiu um texto de recomendação, acordado entre as diferenças forças políticas, que apresentei na sessão seguinte. No actual mandato, iniciado a 25 de Outubro de 2005, na Assembleia Municipal, tomei a iniciativa de fazer duas intervenções, nomeadamente, uma de fundo, sobre o Rosa Damasceno, onde colocava questões, e senti que se justificava voltar a escrever sobre o assunto. Não recebi qualquer resposta, o que, como compreende, também me parece eloquente. Apraz-me registar que O MIRANTE, quer, neste processo do Rosa Damasceno, quer, no processo da Drink-In, em que, como vereador da CDU fui o único a votar contra, não omitiu o papel e a posição então assumidos. Sem qualquer orgulho, diga-se de passagem, a não ser o dever de consciência cumprido, porque, num caso e noutro, não tiveram qualquer resultado. Mas, foi assim, e a história deve contar-se como foi. Espero que a petição, da iniciativa do actor Pedro Filipe, tenha melhor sorte. Pessoalmente, desde já lhe agradeço. Vicente Batalha

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