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Iglantónico Serafim das Neves

Iglantónico Serafim das Neves

Edição de 26.09.2007 | E-mails do outro mundo
Eu gosto muito de solidariedade mas do que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo, é de solidariedade institucional. Não sei muito bem o que é, mas gosto. Gosto de tudo o que tem institucional à mistura. E então de solidariedade nem se fala. Postura institucional é uma expressão fantástica. Abertura institucional então, nem se fala. Imagino logo botões e fechos écléres a abrir com destemor. Mas solidariedade institucional mexe mais comigo do que a mousse de chocolate com bagaço da tasca do senhor Joaquim a seguir à grelhada mista.Vem isto a propósito da saída de Tomar da Resitejo, aquela empresa que trata do nosso lixo a troco de uns tostões. E porque é que Tomar vai abandonar a Resitejo, a tal que tem um aterro na Carregueira, Chamusca? Pois bem, vai abandonar porque aqueles malucos decidiram gastar dinheiro numa central de compostagem. Isto são tudo termos muito técnicos mas tu vais lá, tem calma. Até agora o lixo era enterrado. Agora deu-lhes na cabeça de separar as cascas das batatas e os talos das couves do outro lixo e transformá-los em adubo. Maluqueiras, já se vê. Adubo para quê, se já não há agricultura? Deve ter pensado o presidente da Câmara de Tomar, António Paiva, e zás! Ala que se faz tarde. Deu-lhe o síndrome do Moita Flores adquirido no processo da água e saneamento. Primeiro os meus munícipes e só depois o ambiente.Lixo é lixo e se é lixo enterra-se. Sejam caroços de maçãs, espinhas de carapaus ou pensos higiénicos. Quem quiser reciclar que vá reciclar com o seu dinheiro. O dinheirinho de Tomar faz muita falta para outras coisas. E o homem nem precisa avisar porque quem for esperto percebe. Se no aterro para onde vai agora começarem com essas merdices das ideias verdes, é certo e sabido que o lixo do concelho de Tomar vai começar a ser enterrado lá na terra. Nem que seja na Praça da República. Ou então atirado ao Nabão. Durante séculos foi o que se fez e que se saiba ninguém morreu por causa disso.Como já percebeste estou numa verdadeiramente institucional. Hoje tenho medalhame para todos. A segunda condecoração é para Santarém. Jardins de Inverno já tínhamos por aqui e por ali mas praia de Inverno? Quem se iria lembrar de uma destas?! E compreende-se. Para quê obrigar tanto casal de namorados a ir à Nazaré ou ao Baleal dar uns amassos ao som do mar de Outono quando se pode fazer uma praia ao pé da porta? O homem sonha e a obra nasce. Ribeira de Santarém entrou no mapa dos destinos turísticos de Inverno. Viva a praia de Inverno, viva! Viva o senhora câmara, viva ela!!E agora vou de saída. Na Chamusca, apesar do roubo da pistola do regedor do Chouto, o presidente da câmara volta aos leilões de quinquilharia institucional dia 4 de Outubro. Em Rio Maior, a monarquia dos Sequeiras sucumbe mesmo sem regicídio. O filho varão, príncipe Sequeira, já tinha abalado para um exílio dourado, agora é o rei pai, Silvino Sequeira que se retira para o Alentejo, com enfarte e tudo.O que me salva é o Dinis Machado. Abro O Que Diz Molero à sorte e sai-me a cena do cágado nas dunas. A mãe do rapaz no hospital das pernas partidas a dizer que andava um cágado nas dunas. O marido à rasca. A velhinha a perguntar: qual cágado? Quais dunas? Um mangas a gozar o prato dizendo que era um cágado em patins nas dunas do pólo norte. O pai do rapaz a dizer ao espirituoso para ir gozar com os cornos do tio dele e ele a responder: quais cornos? Qual tio? Isto antes da intervenção do polícia, que rapa do chinfalho e promete que daí a nada lhes dá o cágado. Ai se eu tivesse um chinfalho, Serafim…Cumprimentos institucionais do Manuel Serra d’Aire
Iglantónico Serafim das Neves

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