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Fábrica de cervejas Cintra rentabiliza instalações a trabalhar para a concorrência

Fábrica de cervejas Cintra rentabiliza instalações a trabalhar para a concorrência

Unidade de Santarém está a produzir cerveja Sagres e marcas brancas de vários hipermercados
Edição de 26.09.2007 | Economia
A Drink In, empresa proprietária da fábrica de cervejas Cintra, situada em Santarém, negociou a utilização da unidade fabril por parte de outras empresas do sector. O objectivo é rentabilizar ao máximo a capacidade produtiva da fábrica. Vários camiões de distribuição da Centralcer, que produz a cerveja Sagres, estão parados em fila no interior dos terrenos da fábrica de cervejas Cintra, junto à A1 em Santarém. Uma situação à primeira vista difícil de entender mas que o empresário Jorge Armindo - administrador da Drink In desde Junho do ano passado, altura em que a empresa foi adquirida pela capital de risco Iberpartners – explicou a O MIRANTE como sendo “perfeitamente natural”.Segundo o empresário, há cerca de um ano que a Drink In fez um acordo com a Centralcer que possibilita a esta a utilização das linhas de enchimento da fábrica Cintra para a marca “Sagres”. A cerveja da Centralcer que dali sai não é no entanto, garante Jorge Armindo, para consumo interno. “Toda a Sagres que é enchida na fábrica Cintra vai para exportação”.Além da utilização das linhas de enchimento da fábrica - cujos contornos do negócio Jorge Armindo se escusou a fornecer, nomeadamente o valor envolvido - a unidade fabril criada em 2002 por Sousa Cintra está também a produzir outras cervejas para além da que tem o nome do ex-rei das águas. “Neste momento estamos também a produzir cerveja para as marcas próprias de vários hipermercados”, referiu o administrador da unidade, sem especificar quais.Este é o único caminho apontado por Jorge Armindo para rentabilizar o investimento e aproveitar toda a capacidade produtiva instalada. E o empresário diz mesmo estar disponível para estabelecer acordos semelhantes com outras empresas do sector, nacionais e estrangeiras. “Não vejo qual é o problema de fazermos isso. É uma atitude absolutamente normal num mercado livre”.Quando investiu numa fábrica de cervejas em Santarém, Sousa Cintra afirmava que queria conquistar 10 por cento de quota de mercado nos anos seguintes. Mas a sua previsão nunca se concretizou, com a Cintra a não ultrapassar até hoje uma quota superior a dois por cento no mercado cervejeiro. Goradas as expectativas o empresário acabou por vender a fábrica à Iberpartners, uma empresa de capital de risco que tem como accionistas empresários de diversos sectores de actividade como Américo Amorim ou Estela Barbot, passando a fábrica a ser administrada pelo empresário Jorge Armindo.Com a compra de Drink In a Iberpartners herdou também um problema jurídico. O Ministério Público notificou a empresa e a Câmara de Santarém, em Julho deste ano, de uma acção judicial que lhes foi movida, considerando oneroso para o erário público o negócio da venda, por parte do município, dos 29 hectares de terreno onde a fábrica está instalada. Sousa Cintra adquiriu o terreno a um escudo (meio cêntimo) o metro quadrado mas o Ministério Público alega não ter existido um acto de compra e venda mas uma doação.
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