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Proposta de privatização da Companhia as Lezírias paga por empresa privada

Edição de 26.09.2007 | Sociedade
Uma proposta de decreto-lei para a privatização da Companhia das Lezírias foi elaborada e paga pelo grupo Amorim, um dos interessados no processo. O caso foi divulgado na última edição do semanário Expresso, que avança com a informação de que foi o então ministro da Economia, Carlos Tavares, que solicitou a elaboração do diploma e que depois o remeteu para o ministro da Agricultura, Sevinate Pinto. O documento foi entregue em Abril de 2003 e continha as regras do concurso público para a privatização da empresa agrícola do Estado, o caderno de encargos e uma proposta do grupo Amorim com as delimitações das áreas para possível urbanização e quais as que deviam ser dedicadas à exploração agrícola. O então ministro da Agricultura do Governo de Durão Barroso não estava muito interessado na privatização da Companhia e não terá gostado desta iniciativa do seu colega da Economia. O grupo empresarial de Américo Amorim terá pressionado o Governo para que o processo avançasse. Com a mudança de elenco governativo o grupo enviou uma carta ao novo ministro da Agricultura, Costa Neves, e meses mais tarde volta a enviar a proposta de decreto-lei para a privatização da Companhia das Lezírias, que só não se concretizou porque com a chegada do PS ao Governo o processo foi abandonado. A notícia do Expresso revela a importância da empresa do Estado a nível nacional. Em jeito de comentário Marcelo Rebelo de Sousa considera que “do ponto de vista moral, não é normal nem correcto uma empresa pagar o estudo de um diploma no qual é parte interessada.

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