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Comitiva romena visita região para despertar empresários para oportunidades de investimento

Responsáveis de Dambovita e governador civil de Santarém apelam a mais ousadia
Edição de 24.10.2007 | Economia
O presidente da região romena de Dambovita, lançou dia 17, no Governo Civil de Santarém, o desafio aos empresários da região para que se passe do tempo institucional ao tempo da construção. Uma delegação romena, composta por políticos, autarcas, técnicos e artistas esteve de visita à região durante quase uma semana. Gheorghe Ana referia-se ao facto de estar em aberto uma série de oportunidades de investimento naquela região da Roménia, aproveitando inclusivamente a integração do país na União Europeia e os fundos comunitários de apoio ao desenvolvimento. “Conhecemos o conservadorismo dos investidores mas não os podemos recriminar por olharem para o que é seu”, referiu o líder da região de Dambovita.O certo é que desde há vários anos, e com a geminação entre Cartaxo e Puccioasa a ser o primeiro passo oficial entre as duas regiões, ainda nenhuma empresa da região de Santarém investiu no país de Leste. Apenas a Construtora do Lena está a construir uma auto-estrada em Dambovita.Para o governador civil de Santarém, que se mostra empenhado em dar a volta à situação, a classe empresarial ainda vive no medo sob o qual padeceu durante 48 anos de ditadura e que origina uma ausência de ousadia geral. “Há que desafiar as empresas da região para que se instalem em Dambovita, mostrando o nosso potencial e do país. Ainda ontem recebi telefonemas de duas empresas, uma de Leiria e outra do Porto, que quiseram saber a melhor forma de investirem na Roménia”, exemplificou Paulo Fonseca. Parque tecnológico com 35 hectares em construçãoUm parque tecnológico com 35 hectares capaz de criar dois mil postos de trabalho é um dos principais projectos em perspectiva para Dambovita, que já está em construção e que representa um investimento de 15 milhões de euros com comparticipação comunitária. Um espaço empresarial que será gerido em parceria com a Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) e com o apoio dos institutos politécnicos de Santarém e de Tomar na criação de um núcleo de investigação.O presidente dessa região, Gheorghe Ana, salientou a necessidade de se aproveitar a grande oportunidade de investimentos que se abre, beneficiando da grande capacidade local em matéria de qualificação de recursos humanos. Nos próximos três anos esta região terá à disposição 100 milhões de euros em fundos comunitários. A sul desse distrito vai nascer um centro de pesquisa científica fruto de investimento de cerca de 500 milhões de euros que prevê a criação de três mil empregos. As carências de Dambovita em matéria de infra-estruturas são marcantes. A canalização de água na região não ultrapassar os 400 quilómetros quando são necessários, no mínimo, 3.500 quilómetros”, exemplificou aquele governante. Que se mostra também disponível para ceder terreno se aparecer uma empresa do sector horto-frutícola para investir em Dambovita. Estão ainda em curso concursos internacionais para requalificação da rede rodoviária local que façam renascer o turismo de montanha.

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