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Retail Park de Torres Novas vai ser vendido a grupo empresarial nacional

Retail Park de Torres Novas vai ser vendido a grupo empresarial nacional

Superfície comercial do Grupo Mateus conta com seis grandes lojas
Edição de 24.10.2007 | Economia
O Retail Park de Torres Novas já tem a sua venda negociada a um grupo empresarial nacional. O comprador ainda está no segredo dos deuses, tendo mesmo exigido a assinatura de um protocolo de confidencialidade que proíbe a divulgação do seu nome até o negócio estar formalmente finalizado. A informação foi dada no dia da inauguração do equipamento, que contou com centenas de convidados.Um buffet monumental, um grupo de música ao vivo e um programa de variedades que incluiu fogo de artifício quase fizeram passar para segundo plano o motivo do evento – a inauguração do City Park de Torres Novas, no dia 18 de Outubro. Mais uma “operação coragem”, como lhe chamou o presidente da câmara da cidade, do empresário Albano Mateus. O líder do grupo empresarial com sede no Entroncamento foi parco em palavras na hora dos discursos. Falou pouco mas não esqueceu ninguém, das instituições financeiras que o apoiaram no projecto aos pedreiros que erigiram o equipamento.Enquanto esperava pela chegada do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, que registava já um atraso superior a uma hora, Albano Mateus ia cumprimentando os convidados, com um sorriso de felicidade estampado no rosto. “Obviamente que estou muito contente”, confidenciava ao nosso jornal. Contrariando as vozes que têm criticado o alegado “excesso” de superfícies comerciais em Torres Novas, Albano Mateus afirmou estar plenamente convicto que há consumidores e poder de compra na região “para os que já cá estão e os que hão-de ainda vir”. Em jeito de aviso deixa no ar uma promessa: “Há muitas outras coisas que vão surgir em Torres Novas brevemente”.Uma frase que o presidente da Câmara de Torres Novas confirmava mais tarde, embora de forma pouco concreta. António Rodrigues (PS) referiu que a proliferação de espaços comerciais na cidade fazem parte da estratégia assumida que engloba o nó da A23 numa plataforma comercial com características intermunicipais e regionais. “Há pessoas que ainda não perceberam que na Zibreira temos o quilómetro zero da auto-estrada para Madrid”.O autarca anunciou também que o seu município, em parceria com a câmara vizinha de Alcanena está a projectar para o nó da A23 outro tipo de investimentos, mais vocacionados para a indústria e a logística. “Torres Novas conseguiu há 10 anos captar empresas, algumas de municípios vizinhos, que geraram aqui riqueza. Faz todo o sentido agora que, no âmbito dessa estratégia, aceitemos de bom grado este tipo de investimento que hoje se inaugura” rematou o autarca torrejano.Também o secretário de Estado elogiou a dinâmica de Albano Mateus, que disse conhecer bem, e o forte impulso comercial do seu grupo, “que colabora com autarquias e com o projecto nacional tendente a combater o desemprego, principalmente em regiões do interior do país”. Fernando Serrasqueiro cortou a fita da praxe de cada um dos cinco estabelecimentos que abriram ontem oficialmente as portas e visitou os espaços. A loja de vestuário Fábio Lucci, sexta empresa ali instalada, ainda não vai abrir as portas por atraso nas obras e falta de licenciamento de utilização.Para além da Fábio Lucci estão instaladas no Retail Park de Torres Novas lojas da Worten (electrodomésticos e electrónica de consumo), Calçado Guimarães, Trincanela (bar e restaurante self-service), Kibabo (decorações e utilidades para o lar) e Allfone, multioperador de telecomunicações. O equipamento tem ainda um parque de estacionamento para 323 viaturas e emprega directamente cerca de 180 trabalhadores.
Retail Park de Torres Novas vai ser vendido a grupo empresarial nacional

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