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Elogios e críticas aos dois anos de mandato de Moita Flores

Opiniões reconhecem maior visibilidade do concelho e lembram promessas por cumprir
Edição de 24.10.2007 | Política
Francisco Moita Flores está longe de ser uma figura consensual, mas numa coisa as personalidades desafiadas por O MIRANTE para fazerem um balanço dos dois anos de mandato do autarca à frente da Câmara de Santarém estão de acordo: a cidade e o concelho ganharam mais visibilidade graças ao mediatismo do seu presidente e à promoção que tem sido feita. “O país sabe que Santarém tem um presidente e os escalabitanos sabem que o seu presidente não abdicará da defesa intransigente dos seus interesses”, diz o ex-deputado do PRD e ex-vereador do PSD Hermínio Martinho quando questionado sobre o que mudou em Santarém nestes dois anos. O advogado Madeira Lopes, ex-autarca da CDU, adopta um tom mais crítico – “mudou a imagem de fachada da cidade e do concelho, graças uma estratégia de publicidade e de festas”.A ex-vereadora socialista Dúnia Palma, actualmente eleita na assembleia municipal, diz mesmo que entre o melhor destes dois anos esteve a “visibilidade de Santarém no exterior” – “pelas boas e más razões” ressalva. Também o actor e encenador Carlos Oliveira, mais conhecido por “Chona”, aponta como o melhor destes dois anos “a mediática imagem do presidente sempre a crescer”. E complementa dizendo que “mudou a imagem pública da gestão da câmara”, para além de se ter passado “de uma política de esquerda para práticas de centro-direita”.No melhor destes dois anos, “Chona” acrescenta a “simpatia e bom senso” de Moita Flores – “passámos de um socialista para um pseudo-independente” -, a criação do Instituto Bernardo Santareno e a actividade sócio-educativa da Biblioteca Municipal. Dúnia Palma destaca precisamente “o peso das actividades culturais no concelho” como a grande mudança positiva da primeira metade do mandato. Já Madeira Lopes aponta como o melhor destes dois anos “o pagamento atempado dos duodécimos às juntas de freguesia”. Mas não esquece “o incumprimento da promessa de regularização rápida do caos financeiro da autarquia”, que é realçado como o pior da gestão de Moita Flores no mesmo período. As finanças também não são esquecidas por Carlos Oliveira, que aponta “o aumento da dívida” da autarquia como um dos exemplos negativos. Mas não fica por aí. “A birra com o Cnema; a conspurcada frente ribeirinha de Santarém agora chamada Santarém River Beach and SPA; a arrogância politico-cultural de alguns vereadores; o investimento na Artemrede que não se justifica; a saída da Escola Prática de Cavalaria e a diferença de tratamento aos funcionários municipais que não são do PSD” são outros aspectos.merecedores de crítica.Para Dúnia Palma “o estilo de fazer política” de Moita Flores é o pior destes dois anos de mandato. Em causa estão algumas intervenções truculentas na assembleia municipal e não só. “São intervenções desadequadas”, diz, acrescentando que acha mesmo que “há uma certa falta de respeito pelos eleitos”.No território das aspirações para o que resta do mandato mais um denominador comum, mas praticamente utópico de momento: a requalificação do Campo Infante da Câmara. Um passo por dar que para Carlos Oliveira constitui mesmo o pior deste mandato. O actor gostava também que em 2008 e 2009 se desse “o tal cumprimento do pagamento da dívida em cem dias” e “o início da realização de projectos pomposamente anunciados”. A par da revitalização do centro histórico e da recuperação do Teatro Rosa Damasceno.Para além da reabilitação do Campo Infante da Câmara, Hermínio Martinho torce pela devolução do Campo Sá da Bandeira às pessoas, transformando-o num espaço de cultura e lazer. E espera que “sejam dados passos decisivos no projecto de requalificação da Ribeira e Alfange, considerando a criação de um espelho de água no Tejo”.Madeira Lopes acrescenta a necessidade de uma “estratégia de reestruturação dos serviços a nível interno evitando-se a dispendiosa contratação de serviços do exterior”. Dúnia Palma, por seu lado, espera ainda que seja dada mais atenção às áreas da educação e acção social.

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