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Mavórcio Serafim das Neves

Cartas de amor quem as não tem, dizia a antiga canção. E vai daí os revivalistas do PSD atiraram-se de cabeça à prosa epistolar para dar mais emoção à eleição do novo líder das hostes de Santarém. Moita Flores, apesar de não ser militantes, escreveu ao candidato João Moura. O destinatário respondeu na volta do correio. David Catarino, sentindo-se isolado em Ourém não resistiu à tentação de molhar o bico…da caneta, entenda-se. E outras missivas se seguiram. Queirosianas, barrocas, pós-medievais, pseudo humorísticas e mesmo do tipo comercial. E é muito provável que a febre alastre. Quando escreve um português, escrevem logo dois ou três. Eu sugeria a criação de um blogue. E avanço com alguns nomes para não se perder tempo. Nós por cá todos bem, Adeus e até ao meu regresso, Beijinhos à prima que a burra está coxa. Eles que escolham que eu prescindo dos direitos de autor. E que escrevam, carago! Eles que escrevam que a língua portuguesa está necessitada de escribas assim.Este mundo é injusto. Duas ou três cartitas social-democratas e é um desassossego. Nós andamos aqui a trocar correspondência há anos e ninguém nos liga. Ninguém, não é verdade. Ligou-nos o ex-presidente da câmara de Santarém, aquele que usava suspensórios vermelhos. O homem gostou tanto da nossa prosa que até decidiu difundi-la à séria. Partilhá-la com ex-munícipes e com munícipes de outros municípios, que também merecem. Afinal o sol quando nasce é para todos. E os e-mails do outro mundo também. Começou por umas sessões no tribunal de Santarém é bem certo. Mas por algum lado ele havia de começar. E não se lhe poderia exigir mais. Se em quatro anos de mandato não teve uma ideia de génio, não ia começar agora. Andante!! Não gastemos cera em tão ruim defunto.E por falar em defuntos. Tu sabias que em Pequim, até há pouco tempo, havia strip-tease nos funerais? A história é contada no jornal O Almeirinense, pelo professor Cândido Azevedo, que anda por aquelas terras a ensinar português. Diz ele que o objectivo era dar um lindo enterro ao defunto. Por aqueles lados mede-se a importância do finado pelo número de pessoas que o acompanham à última morada. Com strip-tease à borla juntavam multidões. Espero bem que os chineses que moram em Portugal se metam no negócio das funerárias, agora que a ASAE lhes fechou os restaurantes. Se o fizerem vão ter enchentes de pôr o funeral da Amália Rodrigues a um canto. Eu vou a todos, é limpinho! Ao meu não posso faltar. Isso já eu tinha prometido a mim próprio. mas aos funerais com mulheres nuas, a esses é que não falto mesmo. Nem que tenha que meter atestado. Saudações epistolares do Manuel Serra d’Aire

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