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Quem quer a escola Almeida Grandella?
A antiga escola primária Almeida Grandella, em Tagarro, Alcoentre, concelho de Azambuja - que foi cedida pela câmara municipal a uma empresa como contrapartida da recuperação do edifício - está a ser publicitada num portal imobiliário na Internet para espanto de munícipes e governantes do concelho (www.atalho.com//926890). Para garantir a recuperação do edifício, que caso contrário continuaria em ruínas na aldeia, a câmara cedeu à empresa Ocean Othon investimentos turísticos o espaço por 99 anos.No portal de imobiliário “Atalho” o edifício e a empresa são oferecidos por 500 mil euros. “Cede-se/vende-se escritórios com 385 metros quadrados em edifício histórico acabado de ser restaurado”, lê-se no anúncio colocado on line que não faz qualquer referência ao facto da infraestrutura ser propriedade da autarquia que o cedeu apenas em direito de superfície. Na altura do “negócio” a câmara salvaguardou ainda um espaço no edifício para a instalação de um posto de turismo que nunca chegou a ser utilizado. O anúncio só fala mesmo em sala de reuniões, cafetaria equipada, ar condicionado em todas as divisões, sistema de detecção de incêndios, alarme, videovigilância, som ambiente, informática em rede e tv satélite. O presidente da Câmara de Azambuja, Joaquim Ramos, que já pediu parecer jurídico aos serviços, garante que a escola não pode ser vendida, mas o espaço pode ser cedido e entretanto já a empresa garantiu um autêntico “negócio de ocasião”.
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