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Governo vai avaliar funcionamento das unidades de saúde

Edição de 17.01.2008 | Sociedade
A política de saúde do Governo vai ser avaliada por um inquérito de opinião, um estudo de uma Universidade Internacional e uma apreciação sobre o funcionamento das Unidades de Saúde Familiar, anunciou o ministro Correia de Campos.O inquérito de satisfação acontecerá num curto prazo e deverá estar pronto até ao final do ano, enquanto para a apreciação do primeiro ano de funcionamento das Unidades de Saúde Familiar a tutela está em contacto com uma “alta personalidade” para presidir ao grupo de apreciação.Para uma avaliação global da política da Saúde, habitualmente feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Ministério vai encomendar um estudo a uma universidade internacional para garantir o distanciamento, justificou o ministro Correia de Campos. “Todas as avaliações nos ajudam a fazer melhor. O estudo (da universidade) terá pontos positivos e outros críticos, embora esteja convencido da assertividade das decisões”, comentou.Durante a sua intervenção, no âmbito da comemoração do 15º aniversário da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Correia de Campos referiu que a concentração de locais de urgência está a decorrer de forma a “respeitar quase sempre que possível os interesses e a vontade da população”.Dos 15 municípios envolvidos nas reformas da requalificação das redes de urgência e de cuidados primários hospitalares, foram assinados 10 protocolos com municípios relativos a urgências hospitalares e dois quanto a Serviços de Atendimento Permanente (SAP), lembrou.Comentando a recusa dos concelhos da Anadia e Peso da Régua, o ministro garantiu que o programa de requalificação não irá parar e que para esses locais “continuará o esforço de modernização para que daqui a um ano se provem as melhorias”.Para Anadia o governante ilustrou os projectos definidos com as consultas abertas entre as 08:00 horas e a meia-noite com médicos locais, com a garantia de cuidados continuados, fisioterapia ou consultas de especialidade com apoio de consultas externas.O ministro adiantou ainda que São Pedro do Sul é o único local em que é necessário receber mais informações para decidir, face à alteração de cenários designadamente de vias rodoviárias.Do recomendado pela Comissão técnica de Apoio ao processo de Requalificação das Urgências, existem algumas situações fora do cenário traçado como a continuidade do serviço no Hospital Curry Cabral (Lisboa) até que haja a construção do hospital de Loures. Por resolver estão ainda os protocolos com os municípios de Anadia e Peso da Régua, enquanto em São João da Madeira continuam as conversações e em Peniche a situação será resolvida com o Centro Hospitalar Oeste/Norte. Correia de Campos sublinhou ainda que não se sente atingido pelas formas de manifestação escolhidas pela população, lembrando que o seu nome já tinha sido “vilipendiado” aquando das críticas populares ao encerramento de maternidades.Acerca deste assunto, o ministro aproveitou para relacionar a política de concentração de locais de parto com o decréscimo de uma décima nos indicadores de mortalidade infantil e neonatal, fixando-se em 3,3 óbitos em cada 1000 nascimentos, e 2,1 em cada 1000, respectivamente, em 2006.O ministro sublinhou ainda que não há crescimento no número de nascimentos antes da chegada aos hospitais, informando que em 2004 houve o registo de 126, em 2005 de 86 e em 2006 de 81 partos. O Ministério ainda não dispõe de dados referentes ao ano passado “As notícias não são o mesmo que factos”, defendeu.

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