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Política tem vindo a transformar-se num espectáculo

Edição de 17.01.2008 | Sociedade
Maria Amélia Antunes, presidente do município do Montijo desde 1998 e vice-presidente da Junta Metropolitana de Lisboa, e Alcídio Torres, jornalista e licenciado em Investigação Social Aplicada, são autores do livro “O Regresso dos Partidos”. Um livro que pretende alertar todos aqueles que ainda não perceberam que a democracia de base partidária corre sérios riscos. “O Regresso dos Partidos” é um estudo e, simultaneamente, uma reflexão que visa tentar perceber as razões do enfraquecimento das organizações partidárias e também da falta de identificação dos eleitores com os políticos e seus militantes que tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. O prefácio do livro é de António de Almeida Santos, um histórico militante socialista, membro de vários Governos e antigo presidente da Assembleia da República. Do livro Almeida Santos destaca a crescente desafeição de cada vez mais cidadãos pela classe política em geral, e pelos políticos em particular. “Segundo os autores essa desafeição revela-se no crescente desinteresse dos cidadãos pelo direito de voto, no aumento continuado da abstenção e, sobretudo, no reforço do distanciamento entre eleitos e eleitores”, refere.Para Almeida Santos não são apenas os agentes políticos que atravessam um momento crítico, mas sim toda a civilização. “Foram tão vertiginosas as inovações tecnológicas e os consequentes reflexos éticos, sociais e comportamentais, que as instituições em geral, e as instituições políticas em particular, foram ficando inadaptadas e gastas. Os partidos políticos não escaparam a esse processo de envelhecimento e desgaste”. Refere ainda que a “salvação” dos partidos está em reflectir sobre o drama demográfico, a tragédia ecológica, a apatia cívica, a globalização entre outros. “Temos que saber como evitar um novo big-bang provocado pelo próprio Homem”. Os autores consideram que dificilmente a democracia sobreviverá sem um regresso dos partidos. A sociedade moderna globalizada exige políticos e partidos que saibam pensar mas também saibam fazer uso das emoções com as pessoas á sua volta”. “O livro lê-se com agrado e com proveito, mesmo no ângulo do velho cágado político em que a vida me tornou”, escreve com ironia Almeida Santos.

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