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Final do Circuito Nacional Etnies Skate em Vila Franca de Xira

Edição de 31.01.2008 | Desporto
Calças de ganga justas, camisola branca, lenço verde ao pescoço e ténis. Na mão segura o skate do qual se diz inseparável. Bruno Almeida tem 17 anos e começou a praticar a modalidade há cerca de um ano. Incentivado por amigos que já praticavam este desporto começou também a ver filmes e programas de televisão relacionados com a modalidade. Tem um skate parque mesmo em frente da sua casa. Daí até se apaixonar pelo desporto que nasceu nos Estados Unidos da América foi um instante.O jovem natural de Póvoa de Santa Iria foi um dos concorrentes do Circuito Nacional de Etnies Skate que juntou mais de duas centenas de participantes nas categorias iniciados, amadores e profissionais, no fim-de-semana de 26 e 27 de Janeiro, no parque urbano do Cevadeiro, junto à praça de toiros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira.Além de skate Bruno também pratica futebol embora esteja inclinado a optar por uma das modalidades. “Sinto que estou a viciar-me no skate e a colocar de parte o futebol. O skate é uma modalidade diferente, mais emocionante onde todos os dias aprendo mais qualquer coisa, uma manobra ou um passo diferente”, explica, revelando que o seu maior sonho é profissionalizar-se na modalidade.Bruno Almeida que tem como referências desportivas os skaters nacionais Ruben Rodrigues e João Godinho confessa que decidiu participar no Circuito Nacional por brincadeira. É a primeira vez que experimenta uma prova nacional e não se mostra arrependido. “Não consegui chegar à finalíssima e nem estava à espera de conseguir. Mas fiquei em 16º lugar da classificação geral entre mais de 100 concorrentes o que considero uma excelente posição para uma estreia”, refere.Ganhar traquejo, contactar com skaters mais experientes e descobrir manobras novas foram os principais motivos para se inscrever no concurso. O jovem garante que estas provas são óptimas para se abrirem portas no mundo do skate em Portugal. A grande final que decorreu na tarde de domingo começou com os treinos da categoria de iniciados e terminou, ao final da tarde, com a prova de profissionais que apurou o campeão nacional do Etnies Skate. Os jovens deslizam pelas nove rampas colocadas no centro do pavilhão. Em cima do skate voam por cima de corrimões e obstáculos aperfeiçoando a técnica. E nem as muitas quedas que dão quando uma manobra não resulta os fazem desistir. Pelo contrário. A vontade de aperfeiçoar a técnica levam-nos a cair as vezes que forem precisas até a manobra sair bem. Rock’n roll no wallride, flip a atravessar a pirâmide, transfer para 50-50 grind e feable no corrimão são as manobras que os fazem evoluir.À semelhança de Bruno Almeida também André Antunes, 14 anos, participa pela primeira vez no Circuito Nacional de Etnies Skate. Praticante há cerca de três anos, André também se iniciou na modalidade por influência de um amigo que já deslizava em cima do skate. Ao longo do tempo foi aperfeiçoando a técnica com muitas horas de treino e tem participado em diversos campeonatos regionais.O jovem natural de Tomar lamenta os poucos skates parques existentes em Portugal e o facto de muitos não estarem nas melhores condições para a prática da modalidade. “As autarquias deviam apostar na requalificação e construção desses espaços porque esta deveria ser uma modalidade tão importante como é o futebol”, refere afirmando ainda que também o skate parque de Tomar devia ser melhorado.Segundo uma das responsáveis do Circuito Nacional de Etnies Skate e fundadora do Radical Skate Clube, Dulce Pereira, este campeonato começou por ser uma forma de levar aos jovens de todo o país as rampas que não existiam em quase nenhuma localidade. “Actualmente o circuito nacional é um forte impulso para todos os participantes, sobretudo, os mais jovens uma vez que têm a oportunidade de demonstrar o quanto valem junto dos patrocinadores”, explica.Dulce Pereira garante que começa a haver uma grande aposta nos skaters portugueses porque eles começam a mostrar nível competitivo. “Com a construção de skates parques por todo o país os jovens têm oportunidade de treinar mais e tornam-se melhores praticantes”, refere.

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