
Prisão ou hospital? (Crónica do juiz Hélder Fráguas)
Infelizmente ninguém fiscaliza os comportamentos dos profissionais de saúde. Isso só acontece quando chega o relato no “livro amarelo” das reclamações ou a denúncia da tragédia. A desorganização que abunda nos Serviços de Saúde Pública, infelizmente mergulhados numa politização sem precedentes, com a nomeação de dirigentes sem gabarito técnico para o desempenho, desmotiva quem lá trabalha. Depois surgem estas lamentáveis cenas trágicas como o ilustre autor desta crónica nos relata. Perdas de vida por desleixo, facilitismo ou indiferença. É triste o que vai na alma dos portugueses vítimas destas situações por vezes muito graves, mas sinceramente, entre a prisão ou o hospital, se calhar preferia o hospital, a menos que estivesse totalmente perdido na doença para não poder gritar bem alto... acudam-me! De qualquer modo, mesmo nas prisões a dignidade mínima humana deve ser respeitada. O arguido não perdeu o estatuto de Ser Humano. Deve-lhe ser conferido o básico qualitativo para preencher uma vivência específica mas digna. A prisão do Limoeiro, como outras tantas, deve ser banida de uma sociedade justa, desenvolvida e limpa.Albino Gonçalves

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