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Socialistas dizem que falta estratégia de desenvolvimento a Salvaterra de Magos

Deputados fazem balanço do estado do concelho após visita a empresas e instituições
Edição de 31.01.2008 | Política
O deputado do PS na Assembleia da República e vereador da Câmara de Salvaterra, Nuno Antão, considera que o município tem sido objecto de uma gestão “à vista”, sem planeamento a médio e longo prazo. O responsável socialista refere-se em concreto à indefinição face aos vultuosos investimentos previstos para a região, como o novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, o TGV e as plataformas logísticas no Poceirão e em Castanheira do Ribatejo. O balanço socio-económico do concelho foi feito segunda-feira, após visitas de deputados do grupo parlamentar socialista a instituições e empresas. António Gameiro, Sónia Sanfona, Nelson Baltasar e Nuno Antão foram recebidos pelo director do Centro de Emprego e pela presidente da Câmara de Salvaterra, Ana Cristina Ribeiro (BE). Almoçaram na Escola Profissional de Salvaterra de Magos e visitaram as empresas Portuleiter e Orivárzea, consideradas como modelos. Ao final do dia, Nuno Antão acusou a maioria camarária de não pensar o concelho a 10, 15 ou 20 anos como têm feito as autarquias de Benavente ou Coruche. “Aqui discute-se o alcatroamento do parque de estacionamento ou a construção do pavilhão desportivo em Foros de Salvaterra. Quando se sabe que o concelho passou ao lado de uma possibilidade de desenvolvimento em torno do nó da A13 nos Foros - como lutou o Cartaxo durante 20 anos pelo nó da A1 – e não foi adquirido um metro quadrado de terreno que não tenha sido por expropriação”, constata o vereador e deputado.Nelson Baltasar preferiu salientar que é necessário partir para uma outra organização do território, conjugando a adequação de planos de pormenor e municipais com a nova legislação que está para sair e que irá desburocratizar processos de construção em áreas das reservas ecológica e agrícola. O deputado socialista detecta, no entanto, “alguma falta de ambição do concelho de âmbito territorial e regional”, bem como a ausência de recursos humanos qualificados que é necessário atrair para dar resposta aos desafios que se aproximam e para poder competir com as áreas metropolitanas de Lisboa e Setúbal.

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