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Sinais exteriores

Edição de 27.03.2008 | Opinião
Por parte de pervertidos sexuais, é relativamente frequente aproveitarem-se de crianças que padecem, nalguma medida, de oligofrenia.É vulgar o abusador pertencer a uma faixa etária algo elevada.No entanto, em Tomar, aqui há uns três anos, ocorreu um caso em que o criminoso era um jovem com vinte anos de idade.Ele era padeiro e, como quase todos os profissionais deste ofício, trabalhava durante a noite. Pegava ao serviço pelas onze da noite.Nas férias escolares, começou a cruzar-se com um adolescente de treze anos.Tratava-se de um rapaz com graves limitações. Sofria de ligeiras dificuldades auditivas e visuais, mas sobretudo de algum défice cognitivo. Tanto assim que apenas frequentava a 1ª classe.Como forma de o fazer sentir útil e proporcionar-lhe uma actividade, os pais decidiram que, durante o Verão, ele iria prestar colaboração na distribuição de pão, no mesmo estabelecimento onde trabalhava aquele jovem padeiro.De modo que, pela manhãzinha, os dois encontravam-se.Com segundas intenções, o mais velho insinuou-se junto do rapazinho. Este queria fazer um amigo. Infelizmente, acabou por encontrar um parceiro sexual.Ora o depravado morava pertíssimo da padaria.Começou a convidar o rapaz para se deslocar a sua casa. Aí levou a cabo as mais variadas práticas sexuais. No final, dizia ao rapaz para manter segredo. Caso contrário, deveria preparar-se para levar uma tareia.Como por vezes sucede, as crianças vítimas de abuso sexual podem ficar em silêncio. Todavia, manifestam sinais exteriores, que devem merecer cuidada atenção por parte dos pais.Foi o que sucedeu neste caso.Por um lado, o menor passou a recear andar sozinho na rua.Depois, adquiriu um estranho hábito. Constantemente, cuspia para o chão.Tal resultava do seguinte.O padeiro abusador obrigava o rapaz a praticar sexo oral. Ejaculava na boca da criança.A forma de ele exteriorizar a sua repulsa traduziu-se precisamente neste comportamento. * Juiz (hjfraguas@hotmail.com)

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