uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
O grupo coral que canta músicas do mundo

O grupo coral que canta músicas do mundo

Ares Novos de Alverca comemora vinte anos de existência

Os sopranos e tenores de Alverca que cantam músicas do mundo continuam apaixonados pela música. Vinte anos depois.

Corria o ano de 1987. O maestro brasileiro, Hebe Camargo Júnior, ensaiava no Ateneu de Alverca. O então vereador da cultura do município de Vila Franca de Xira desafiou-o para ensaiar também um grupo em Alverca. O maestro aceitou a proposta e começou a organizar um grupo coral na vila ribeirinha. As pessoas foram aparecendo e em Outubro nascia o Coral Ares Novos de Alverca. Em Abril do ano seguinte fundaram a associação.O ACAN, que vai assinalar os 20 anos de trabalho com um concerto de aniversário marcado para 12 de Abril na Sociedade Filarmónica Recreativa Alverquense (SFRA), é composto actualmente por cerca de 17 elementos – dez mulheres e sete homens – que compõem o naipe. Que é constituído pelos sopranos e contralto – vozes femininas – tenor e baixo – vozes masculinas. Cantam à capela. Todo o tipo de música. Desde música popular, brasileira, música sacra, espirituais negros. Agora estão a ensaiar fado. Costumam dizer que tocam música do mundo. Além do coro existem cerca de dezena e meia de membros responsáveis pela parte administrativa da associação.Acácio Mesquita, 55 anos, é um dos dois tenores e é também presidente da direcção. Entrou para o grupo em 1988 quando o Coro dava os primeiros passos. A música é uma paixão que vem desde criança. Em jovem, antes de casar, chegou a participar no coro da igreja da Basílica da Estrela, em Lisboa. Assim que soube da existencial do Coral Ares Novos resolveu experimentar. Gostou tanto que passadas quase duas décadas ainda pertence ao grupo e faz parte da direcção.Como em qualquer grupo amador que vive de subsídios da autarquia e da boa vontade das pessoas também o ACAN já passou por momentos menos bons. Mas não o suficiente para os fazer baixar os braços e desistir do projecto que tantas compensações trás aos seus elementos. “Temos em comum a paixão pela música e, ao longo de tantos anos, criámos fortes laços de amizade entre nós. É isso que nos faz ter forças nos momentos menos bons e ajuda a enfrentar e ultrapassar obstáculos”, refere Acácio Mesquita.Vítor Luz, 64 anos, é o outro tenor do grupo. Mas ao contrário de Acácio Mesquita está no ACAN há apenas três anos. O tenor de Alverca sempre gostou de música mas nunca pensou em cantar. Uma disciplina musical no liceu adormeceu-lhe as ideias da música. “As minhas provas em Canto Coral eram profundamente negativas o que fez com que não tentasse a sorte no mundo da música”, conta entre risos.Há três anos decidiu experimentar como era o Coral Ares Novos de Alverca. Gostou tanto da experiência que ainda hoje faz parte do grupo. E explica o segredo. “Não temos que saber cantar afinados. Cantar em grupo é diferente do que cantar em a solo. O importante é controlar o ouvido e conseguir escutar o conjunto das vozes. O importante é o entrosamento dos quatro naipes de vozes”, explica.A ACAN não consegue eleger apenas um bom momento. Na opinião dos elementos do grupo existem vários momentos altos na carreira do Coro. Destacam o convite, em 1989, para actuar no Teatro Maria Matos, em Lisboa. A viagem a Barcelona também foi um marco importante na história do grupo. Durante uma visita à Catedral de Monserrat, na cidade catalã, o maestro pediu-lhes que cantassem algumas músicas sem que estivessem à espera.Confessam que não têm nenhum segredo especial que garanta a longevidade do grupo. O essencial é, garantem, todos os elementos da ACAN gostarem daquilo que fazem e serem apaixonados pela música. “É isso que faz a diferença e faz com que andemos aqui há tanto tempo”.
O grupo coral que canta músicas do mundo

Mais Notícias

    A carregar...