
Primeiro livro de José Niza apresentado em Santarém
Festa dia 21 de Abril, a partir das 18h30 com Tonicha e Paco Bandeira
O primeiro livro de José Niza é editado por O MIRANTE e distribuído gratuitamente com a edição da semana em que se comemora mais um aniversário do 25 de Abril.
No prefácio que escreveu para o livro Poemas de Guerra, de José Niza, o seu amigo, Francisco Pinto Balsemão desafia-o a escrever mais. “Devia consagrar muito mais do seu tempo à poesia, recuperando e dando versão definitiva ao que decerto já escreveu e guarda só para si. E, sobretudo, criando, escrevendo novos poemas. Podemos e devemos exigir a José Niza que não fique por aqui, que escreva e publique mais poesia.”Para Francisco Pinto Balsemão o livro revela “um grande poeta português, na linha e na tradição de Pessoa e de O’Neil – do sarcasmo, da crítica, da tomada de posições políticas corajosas, mas também da ternura pelas crianças, da absorção contemplativa e participativa da natureza, de alguma sensualidade comedida.”Apesar de José Niza ter centenas de poemas que são conhecidos do grande público através de canções, para além de inúmeros textos sobre cantores e artistas, Poemas da Guerra (Angola 1969 – 1971) é o seu primeiro livro.Numa linguagem simples e directa o autor coloca os leitores num tempo e num lugar distantes. Através de uma inspirada ironia mostra como lhe foi possível resistir a uma guerra injusta e sem sentido, como foi a guerra colonial. “A forma como encarei a guerra e com ela me confrontei, teve algo de ingenuidade e de loucura lúcida”, diz José Niza. E acrescenta. “A minha confrontação com a guerra foi – no fundo – não a levar a sério. Melhor dito: não a levar a sério... mas não convinha que ela soubesse disso.” O lançamento do livro está marcado para dia 21 de Abril, às 18h30, no largo do Seminário em Santarém. Em caso de mau tempo a cerimónia decorrerá no salão nobre da câmara municipal.Autor fala sobre a guerra colonial em entrevista José Niza fala longamente sobre o que viveu em Angola entre 1969 e 1971, numa entrevista que concedeu a O MIRANTE e que será publicada na próxima edição.O médico, escritor e político conta alguns episódios passados no aquartelamento onde cumpriu uma comissão de serviço, que estava situado a dezenas de quilómetros de qualquer povoação. O Carnaval em Zau ÉvuaAqui o Carnaval é todo o anoDesde o içar da bandeiraAo cair do panoTrezentos soldadosMascaradosSuam bem suadosbagas de suor de um confettiamarelo verde e encarnadoque não é daquium clarim tocavárias vezes ao dia(o Pavlov descobriuque os reflexos condicionadostambém serviam para os soldados)eu vou estandoe não esqueçoadeusaté ao meu regresso.

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