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Campo de futebol da UEFA que não dá para jogos oficiais

Recinto inaugurado no Pego, Abrantes, é o primeiro a ser instalado no distrito
Edição de 17.04.2008 | Desporto
O Mini-Campo de Futebol UEFA que foi inaugurado, no dia 11 de Abril, no Pego, Abrantes, não tem medidas que permitam a disputa de jogos oficiais de qualquer escalão. Uma situação difícil de compreender, na medida em que é um equipamento patrocinado pelo organismo máximo do futebol europeu, pela Federação Portuguesa de Futebol e Instituto do Desporto de Portugal.Até algumas das crianças das escolas do 1º ciclo do ensino básico da Freguesia do Pego que alegraram a inauguração, apesar da sua tenra idade, também não compreendem porque é que fizeram um campo tão pequeno. Traquina, José Alberto, comentava que “Isto é um campo para meninas, porque não se pode correr muito”.Por seu lado, Pedro Miguel que garantiu gostar muito de jogar futebol, referiu que “é pena que quando tivermos que jogar futebol na equipa de escolas ou infantis tenhamos que o fazer no campo pelado. Quem mandou fazer isto não pensou bem”, disse com ar pensativo.Nenhuma das entidades presentes soube dizer quanto custou a obra, mas de certo que foram ali gastos algumas dezenas de milhar de euros. “Bem gastos na requalificação do espaço, mas mal gastos no equipamento. Com um pouco mais tinham feito um campo de jogos para as equipas de futebol de sete”, dizia um dos poucos adultos presentes.O presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Baltasar não concordava com as críticas. “Nem a candidatura, nem a nossa intenção foi de alguma vez pensar em fazer aqui um campo para futebol oficial”, garantiu.“Aproveitámos a oportunidade que o programa Hat Trick, colocado em prática pela UEFA, nos dava para dotarmos o Pego de um espaço que não tinha, um local para a prática informal do desporto. Ao mesmo tempo fizemos a requalificação deste espaço, que ficou agora com belíssimas condições para aquilo para que foi criado”, garantiu o autarca.O presidente da Associação de Futebol de Santarém, Rui Manhoso, embora satisfeito com a criação de mais um espaço para as crianças poderem jogar futebol, também mostrou alguma insatisfação por não ser um campo com condições para a disputa de jogos oficiais das camadas mais jovens.“Desde o início do desenvolvimento do programa que não concordei bem com este tipo de equipamento. Concordava com eles mas com um pequeno alargamento para dar para a prática desportiva oficial. Mas se isto for um princípio para que os jovens tomem gosto por uma modalidade desportiva pode ser que tenha resultados. Mas o investimento que se faz nestas estruturas, com um pouco mais fazia-se uma coisa com condições para servir as populações”, disse o dirigente.De qualquer modo são nove os campos do género que vão ser implantados no distrito de Santarém. “Mesmo sem concordar muito com o facto das medidas dos campos não serem as ideais a Associação de Futebol de Santarém tentou trazer para o distrito o maior número de campos possível, porque podem ajudar a dinamizar ainda mais a actividade das crianças, e pelo menos como é informal, não tem os pais à volta a querer que os filhos sejam craques e a chamar nomes aos árbitros”, referiu Rui Manhoso.O espaço agora inaugurado é um espaço lúdico ao ar livre, que resulta da construção de um polidesportivo com 22 metros de comprimento e 12 de largura, com relva sintética, com estrutura em aço galvanizado e madeira. Foi equipado com balizas, tabelas de basquetebol e postes de voleibol.

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