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Ministro do Ambiente afirma estar “à procura” de uma solução para a barragem de Almourol

Nunes Correia diz que o projecto não vai ser retirado nem substituído
Edição de 17.04.2008 | Economia
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, afirmou, em Abrantes, que o seu Ministério está “à procura de uma solução que resolva os problemas” decorrentes da construção da futura Barragem de Almourol, no rio Tejo. Nunes Correia disse à Agência Lusa que o concurso para a construção da barragem “será lançado no final de Abril ou início de Maio”, não obstante a perce-pção dos problemas “que poderá causar, nomeadamente a algumas das partes baixas de Abrantes”. “Estamos tecnicamente a ‘digerir’ toda a informação e a procurar encontrar uma solução que assegure que não é destruído nada que seja incorrecto destruir”, afirmou.Segundo disse, “até ao final do mês será encontrada uma solução para superar os problemas que têm vindo a ser colocados”. Nunes Correia afirmou que a Barragem de Almourol, apesar das condicionantes impostas e das inquietações dos autarcas das freguesias ribeirinhas, “não vai ser retirada, nem substituída”, do Plano Nacional de Barragens. “O que pode acontecer é, se baixarmos muito a cota, deixar de ser interessante fazê-la, mas isso é algo que só os promotores dirão”, afirmou.A construção da Barragem de Almourol foi inicialmente anunciada como sendo à cota 31 (metros acima do nível do mar), o que gerou inquietação e preocupação nas freguesias ribeirinhas de Rossio ao Sul do Tejo, Rio de Moinhos e S. João, pelos fortes impactos que resultariam na qualidade de vida das populações.A 5 de Abril, Jorge Lacão, presidente da Assembleia Municipal de Abrantes, afirmou à Lusa estar “assumida pelo Governo” a decisão de que o caderno de encargos da barragem de Almourol será lançado a uma cota que não ultrapassará a actualmente existente”, de 23 metros.Jorge Lacão, que é também secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, disse que nas configurações técnicas a barragem “será colocada a uma cota que respeite aquilo que é a cota resultante da construção do açude insuflável no rio Tejo e todas as infra-estruturas ribeirinhas de qualificação que entretanto foram concretizadas”.O ministro do Ambiente anunciou a 1 de Abril que os concursos para a construção das barragens de Pinhosão e Girabolhos vão ser lançados em meados de Abril e os das barragens de Fridão, Alvito e Almourol no final do mês.

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