Filipe Santos regressa aos palcos e às fãs no Entroncamento
Após três anos desaparecido dos palcos, Filipe Santos volta à cena musical na sua cidade. Com novas versões de músicas que gravou ainda na ressaca da projecção dada pelo programa de TV Operação Triunfo.
Há cinco anos o programa de televisão Operação Triunfo proporcionou-lhe a fama desejada por tantos aspirantes a estrela de rock n’roll. O seu rosto tornou-se familiar a milhares de portugueses. Entretanto caiu no esquecimento por opção própria. Nos três últimos anos esteve a acabar o curso de professor do 1º ciclo. Agora, Filipe Santos promete regressar em força. A primeira apresentação é já dia 10 de Maio (21h30), no Cine-Teatro São João, no Entroncamento, cidade onde reside. E garante que é para triunfar.O regresso é também uma forma de matar saudades do palco e do público. “As músicas que componho são para dar às pessoas. Só assim é que faz sentido criá-las”. Na primeira fila da velha sala de espectáculos deverão estar familiares, amigos e os membros do seu clube de fãs, fundado durante a Operação Triunfo. Uma associação registada que até tem eleições renhidamente disputadas, diz o músico, autor e compositor de 28 anos. A presidente é uma lisboeta já casada. “Para mim é muito estranho tudo isso”, diz o músico. No palco vão ver Filipe apresentar canções inéditas de sua autoria e novas roupagens de músicas que integraram o seu primeiro e único álbum, “Impressão Digital”. A nova sonoridade é mais rockeira e está a cargo dos seus cúmplices no projecto: Ricardo Sousa (viola baixo), Ricardo (guitarra) e Pedro Lopes (bateria). Em comum têm a amizade, a zona onde vivem e as aulas. Todos são professores de música. Filipe ensina em escolas do Entroncamento, no âmbito das chamadas actividades extra-curriculares. A educação é a outra paixão. Invoca uma canção do popular Marco Paulo para dizer que também ele tem dois amores: neste caso a música e o ensino. E por aí se fica, pelo menos por enquanto. Para sossego das fãs mais acirradas, Filipe não tem namorada actualmente. Nem pensa nisso, embora por vezes sinta a falta de alguém mais com quem possa partilhar alegrias e amarguras. “Quero estar muito concentrado neste projecto”, justifica, acrescentando que tem tido “más experiências” no capítulo sentimental. Embora guarde gratas memórias dos bons momentos. A ligação à música começou através dos pais. Ou melhor, dos discos que eles ouviam. Ramones, Dire Straits, Bruce Springsteen, Duran Duran, imagens de marca da década de oitenta, foi o que se habituou a ouvir no leitor de cartuchos do Fiat 127 paterno. O espectáculo que agora estreia é também reflexo desses sons marcantes. Tal como da aprendizagem musical que começou na escola da banda filarmónica local, a tocar piano. Muita da experiência de palco ganhou-a, entre outras etapas, na passagem pelo conhecido grupo FH5, de Tomar, que o marcou. “Quem passa por lá fica a pertencer à família”, diz reconhecido. As letras das canções de Filipe Santos são histórias do quotidiano. As melodias são muitas vezes fruto da inspiração momentânea. Por vezes acorda de noite com uma ideia e grava-a no telemóvel. O disco que gravou nasceu da necessidade de criar um espaço muito próprio, uma identidade que remete para o título. “É rock em português”, define sinteticamente. Porque em inglês, para si, não faz sentido. “Eu digo amo-te, não digo i love you. Não vale a pena estar a inventar”.Filipe Santos acredita no seu valor e na força do projecto que lidera, pelo que não considera necessário viver em Lisboa para se poder singrar. Embora reconheça que pode dar jeito nalguns casos, optou por abandonar a capital, onde ainda experimentou viver. Além disso, a notoriedade ganha na passagem pela TV ajuda a abrir algumas portas. “Foi um ciclo que terminou, mas há coisas que ficaram”. Designadamente na agenda de contactos.
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