Peixes não passam nos labirintos das geringonças
Mouriscas, no concelho de Abrantes, é terra de tradições piscatórias, com pescadores profissionais e desportivos, destacando-se destes últimos os pescadores de cana. O povo dizia: “pescador de cana, fome de gana” mas a actividade servia para que se distraírem e gozarem a vida à sua maneira. Neste momento, em pleno século XXI, parece impossível que tudo tenha acabado.Por finais do século transacto apareceu na zona uma praga negra, mas intocável, de esfaimados corvos marinhos que foram dizimando grande parte do peixe que ia arribando o Tejo. Como se isso não bastasse, surgiu há pouco tempo o malfadado açude insuflável de Abrantes que não só serviu para devorar muitos milhões de euros, que o “Zé-povinho” háde ir pagando, como impediu os peixes de subiriam o rio por causa dos labirintos daquelas geringonças. Disseram que os bichinhos passariam por ali mas o que é certo é que tudo não passou de uma farsa, porque nunca mais lá passaram lampreias, sáveis, sabogas e outras espécies.Agora, resta-nos esperar a construção da tão falada barragem do Almourol que, segundo consta, irá deitar abaixo, ou submergir aquele dinheirão ali enterrado. É pena que não seja possível a submersão das pessoas culpadas por estes estratagemas.Artur Lopes Grilo
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