Politécnico de Santarém candidata plataforma de e-portefólios ao Poliempreende
O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) vai candidatar ao concurso nacional Poliempreende, cuja final decorre esta quarta-feira (já depois do fecho desta edição) em Castelo Branco, uma plataforma electrónica para criação de e-portefólios que facilitem a empregabilidade, a Fluids Identity.O projecto, desenvolvido por uma equipa do Curso de Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), visa dar “a todo o cidadão” a possibilidade de construir o seu e-portefólio e enviá-lo para uma empresa que tenha a plataforma de recepção, contribuindo para a “inclusão social e a empregabilidade”.José Manuel Carvalho, do Centro de Estudos Inovação e Desenvolvimento (CINOD) do IPS, disse à agência Lusa que, independentemente do resultado do Poliempreende, a plataforma vai ser aplicada. O protótipo da plataforma vai ser apresentado na ESES no próximo dia 2 de Junho, para ser testado por um conjunto de estudantes dos vários cursos da escola.Ao longo do ano lectivo 2008/2009, a plataforma vai ser implementada junto de todos os estudantes dos Politécnicos de Santarém e de Castelo Branco e da Universidade de Aveiro, sendo alargada, em 2009/2010, a todo o ensino superior do país. Segundo José Carvalho, seguir-se-á (2010/2011) a internacionalização da plataforma para todos os cidadãos europeus e ibero-americanos.A plataforma parte da “metáfora do puzzle”, permitindo cinco opções diferentes a cada cidadão que constrói o seu e-portefólio, dependendo se quer valorizar o seu perfil, as suas competências profissionais, o seu percurso educacional ou o seu percurso pessoal e profissional ao longo da vida, havendo ainda a possibilidade de construção livre.O projecto nasceu da procura da resposta à pergunta “quais são os instrumentos digitais e que características deveriam ter para facilitar o acesso de licenciados ao mercado de trabalho”, no âmbito do pós-doutoramento da investigadora e docente da ESES, Maria Barbas.Como vantagens do Fluids Identity são apontadas a possibilidade de um cidadão enviar “muita informação para empresas com um simples clique” e de as empresas pouparem “muitos recursos na recepção, organização e tratamento da informação”. O acesso à plataforma custará 5 euros, sendo gratuito para cidadãos com necessidades especiais, tendo um custo de 100 euros para as empresas que queiram receber e tratar os e-portefólios, acrescido de uma mensalidade de 30 euros, podendo publicitar as ofertas de emprego na plataforma.O júri do IPS, que integrou a presidente do CINOD, Maria José Pagarete, um representante da Caixa Geral de Depósitos, da empresa Equitejo e do jornal O Ribatejo, deu o segundo lugar a um projecto que visa a utilização das novas tecnologias como apoio a cidadãos com Trissomia 21.Em terceiro lugar ficou um projecto que facilita o desenvolvimento de competências e formação para empresas, em plataforma virtual, no Secondlife e, em quarto, o 112 on-line, um colar ou pulseira para doentes em cuidados continuados no domicílio que permite o alerta em situação de emergência.
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