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Desigualdades entre regiões resultam de má política de investimentos

Edição de 14.08.2008 | Sociedade
O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, responsabilizou esta semana a “política errada de investimentos” do Estado que privilegia o “litoral e grandes cidades” pelo maior risco de pobreza no Norte e Madeira.Segundo o Inquérito às Despesas das Famílias 2005-2006 divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a região de Lisboa registava o nível mais baixo na taxa de risco de pobreza, situada em 12 pontos percentuais, enquanto a região do Norte e a Região Autónoma da Madeira registavam as taxas mais elevadas, estimando-se que em cada uma destas regiões 19 por cento da população tinha rendimentos inferiores ao limiar da pobreza nacional.“A política errada de investimento centralista dá este resultado e se não houvesse municípios este cenário seria bem pior”, disse o presidente da ANMP.Fernando Ruas sublinhou ainda que "o Programa de Investimento e Despesas da Administração Central [PIDDAC] não atinge metade dos municípios".“Esta é uma das últimas oportunidades para se corrigirem estas disparidades. Deve pôr-se os olhos neste estudo e tomar medidas para que não se cometam os mesmos erros de antigos quadros de investimento”, disse.Segundo o estudo do INE, o rendimento líquido total anual médio das famílias em Portugal era, em 2005, de 22.136 euros o que corresponde a um rendimento líquido mensal de 1.845 euros.Estes números demonstram que os rendimentos das famílias registaram uma taxa média de crescimento anual de 2,1 por cento desde 1999.A despesa média anual era de 17.607 euros por agregado familiar em 2005/2006, dos quais 26,6 por cento (4.691 euros) gastos em habitação, incluindo despesas com água, gás e electricidade, 15,5 por cento (2.736 euros) em bens alimentares e bebidas não alcoólicas e 12,9 por cento (2.272 euros) em transportes.A região de Lisboa era a que tinha o rendimento líquido total anual médio por família mais elevado, de 27.463 euros, mas também a despesa mais elevada, de 20.715 euros, claramente acima do valor nacional.O Inquérito às Despesas das Famílias 2005/2006 foi realizado entre Outubro de 2005 e Outubro de 2006 com base numa amostra representativa estratificada a 16.747 alojamentos.

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