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Amadeu Costa

34 anos, empresário de restauração, Tomar

“Neste momento a receita para a felicidade é aderirmos ao capitalismo. Se formos capitalistas bem sucedidos temos noventa por cento da felicidade garantida. Os restantes dez por cento são o amor, a família, os amigos e a saúde”

Edição de 04.09.2008 | Agora falo eu
Que comentário lhe merece o encerramento do parque de Campismo de Tomar?Foi um erro. Continuamos a ver, especialmente no Verão, que existem muitas pessoas que vêm a Tomar, ao engano, a pensar que podem acampar. Parecendo que não, os campistas eram uma fatia de pessoas importante que andavam na cidade a passear e a consumir. A falta de dinheiro, as obras intermináveis e o facto de não haver parque de campismo afastam os turistas. O que mudava urgentemente na sua cidade?Acabava com as obras no centro histórico, onde tenho o meu estabelecimento. Sei que as obras são necessárias mas já vai sendo tempo de estarem concluídas. Aliás, há obras intermináveis em todo o lado. Esta cidade está sempre em obras.Porque é que decidiu abrir um negócio por conta própria?Sempre gostei e estive ligado à hotelaria e surgiu a oportunidade. Já lá vão seis anos que tenho a porta aberta e muitos dos clientes acabaram por se tornar meus amigos. Boa bebida, boa música e bom ambiente e, claro, um bom atendimento são ingredientes que não dispenso no meu bar. Sabe o que significa o nome que deu ao seu estabelecimento?Por acaso fui-me informar e descobri que “Mouchão” é uma ilha feita naturalmente pelo rio. Como é o caso da ilha que temos aqui em frente e onde está a célebre Roda do Mouchão. Qual é, para si, o destino de férias ideal?Nova Iorque. Porque não conheço e é um sítio que, pelas suas dimensões como cidade, adorava conhecer.E a bebida que não dispensa no Verão?Uma cerveja fresquinha. Se for acompanhada com amigos e com um petisco tanto melhor.Costuma ir a festivais de música?Não tanto como gostaria. O último que fui foi ao Sudoeste, na Zambujeira do Mar, há quatro anos. Uma experiência inesquecível!Já fez algum inter-rail?Não. Na altura em que poderia não aconteceu mas gostava de ter passado pela experiência. Acho que deve ser muito engraçado viajar de comboio com montes de pessoal que não se conhece e ao mesmo tempo, conhecer países diferentes.O Euro 2008 foi uma desilusão?Sinceramente, até acho que não. Gostei de ver a nossa selecção. Perdemos com uma equipa que tinha as mesmas ambições mas que era superior. No geral, até não jogámos mal.Tem esperanças que o seu clube seja campeão este campeonato?Sou do Sporting (risos) e, por acaso, este ano estou muito confiante. Fizemos umas contratações acertadas. Não gostei muito de ver o Hélder Postiga de verde e branco mas se ele marcar golos é bem-vindo. Qual considera ser a verdadeira receita para a felicidade? Neste momento, a receita para a felicidade é aderirmos ao capitalismo. Se formos capitalistas bem sucedidos temos noventa por cento da felicidade garantida. Os restantes dez por cento são o amor, a família, os amigos e a saúde.

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