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Bandarilhas perigosas provocam acidentes graves

Não são raros os acidentes que acontecem com forcados provocados por bandarilhas. Na memória dos forcados está a morte do Cabo dos Amadores de Aveiras de Cima em 1997 na Praça de Toiros de Albufeira. António Luís Santos foi morto por uma bandarilha que lhe entrou pelo olho e atingiu o cérebro. Foi um momento dramático que manchou a festa brava e “deixou os forcados de rastos”. A 18 de Julho de 2005, o forcado José Miguel Vinagre sofreu uma lesão grave numa vista numa pega em Mont-de-Marsan (Sudoeste de França). Depois de duas operações, perdeu a visão nesse olho. Vasco Dotti, cabo dos Amadores de Vila Franca, apanhou um grande susto quando o seu amigo Guilherme Borba se espetou numa bandarilha que lhe atingiu uma artéria com uma intensa perda de sangue. Foi em 1993 no Campo Pequeno e “a sorte do forcado foi ter sido na melhor praça e com uma enfermaria equipada e uma equipa médica de qualidade”. Dois anos antes, na mesma praça, outro forcado de Vila Franca espetou-se num ferro que lhe atingiu a zona abdominal sem atingir nenhum órgão.Os Amadores de Santarém também viveram o drama das lesões graves provocadas pelas bandarilhas. Em 1987, João Grave, foi atingido por uma farpa num olho. Depois de várias deslocações a Inglaterra superou as lesões, mas chegou a temer-se a perda de uma vista. Pedro Laranjeira do Grupo do Futuro Scalabitano que há quase 10 anos, perdeu uma vista numa corrida em Cascais. Foi o fim dum promissor forcado que acabou por optar por se dedicar por inteiro à vida académica. O actual empresário taurino João Pedro Bolota, antigo cabo dos amadores de Alcochete, também perdeu a vista com uma bandarilha e viu dois colegas - José Miguel Vinagre e Joaquim Marecos (Eliseu) - terem a mesma infelicidade em condições semelhantes. Apesar do infortúnio continuam todos ligados à festa e ao grupo onde viveram momentos de glória e tragédia. “Nunca se deixa de ser forcado”, adiantam.

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