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Central do 112 no distrito não tem sistemas para controlar as chamadas

Edição de 18.09.2008 | Sociedade
A central do número de emergência 112 no distrito de Santarém, que funciona na PSP de Santarém, não tem nenhum sistema que permita controlar as chamadas de socorro. A Polícia chegou a ter um equipamento de gravação das chamadas que permitia avaliar o tempo de espera, a duração dos telefonemas e a conversação, mas este avariou e nunca foi reparado nem substituído. E não existe outro mecanismo para registar as chamadas automaticamente através de sistema informático. Os sistemas de gravação ou registo de chamadas são importantes para identificar problemas que possam ocorrer desde o recebimento da chamada ao reencaminhamento para as entidades que prestam o socorro: Centro Distrital de Operações de Socorro, Instituto Nacional de Emergência Médica, postos da PSP e da GNR. No CODU - Centro de Orientação de Doentes Urgentes em Lisboa, que abrange a área do distrito de Santarém, todas as chamadas são gravadas. Desta forma não é possível determinar o que se passou no sábado, dia 13 de Setembro, com uma chamada de socorro que alegadamente demorou mais de 15 minutos a ser atendida. O caso ocorreu por volta da hora de almoço no restaurante de Márcia Borda D’Água, em Coruche, quando uma cliente se sentiu mal e precisou de assistência. Segundo a mesma fonte, foram feitas várias chamadas para o 112 que não foram atendidas. Com a cliente desmaiada no chão do restaurante há cerca de 15 minutos, uma pessoa resolveu ir a correr ao quartel dos Bombeiros Municipais de Coruche pedir socorro. A corporação enviou uma ambulância para o local e quando esta acabava de chegar ao restaurante é que numa das muitas tentativas a chamada foi atendida.A cliente foi transportada na ambulância ao centro de saúde da vila onde lhe foi diagnosticada uma quebra de tensão arterial. “Felizmente não foi uma situação grave, mas podia ser”, realça Márcia Borda D’Água inconformada com o tempo que se esperou pelo socorro. As chamadas podem até ter caído noutra central do 112, por exemplo em Leiria ou Lisboa. Mas sem o sistema de gravação de chamadas não é possível saber se quem atendeu o telefone, segundo diz Márcia praticamente ao fim de 20 minutos, estava na central de Santarém.

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