
Vila Nova de São Pedro vai ter centro de interpretação arqueológica
Financiamento garantido no programa de compensações para Azambuja
O investimento vai criar um pólo dinamizador do turismo numa das freguesias mais carenciadas do alto concelho de Azambuja. A intervenção avança em 2009.
A recuperação das ruínas do castro de Vila Nova de São Pedro, Azambuja, e a criação de um centro de interpretação de vestígios arqueológicos é uma das obras que integra o programa de acção para o desenvolvimento da região afectada pela mudança da localização do aeroporto. A proposta apresentada pelo governo inclui um conjunto de 120 intervenções em 16 municípios do Oeste e da Lezíria Ribatejana.Segundo o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS) a intervenção nas ruínas do castro, “único monumento nacional classificado no concelho”, visa preservar o monumento e criar um centro de interpretação do valioso património existente integrado num complexo turístico com zonas de estar e lazer, restaurante, bar e loja de recordações. O projecto contempla ainda a recuperação do moinho adjacente e de toda a envolvente.O edil explicou que os trabalhos de limpeza e preparação, a iniciar em 2009, serão acompanhados por arqueólogos e outros técnicos que farão a pesquisa no terreno e o levantamento dos vestígios. Os técnicos irão promover o estudo dos achados que vierem a encontrar e que serão guardados num espaço seguro e depois colocados no centro de interpretação.Joaquim Ramos acredita que o complexo em volta das ruínas do castro, classificadas desde 1971 como monumento nacional, vai contribuir para a dinamização de outros projectos turísticos no alto concelho de Azambuja, atraindo visitantes a uma das zonas mais carenciadas da área do município. A intervenção no castro será acompanhada de outras obras de melhoria das acessibilidades e dos espaços públicos em vários pontos do município. Estão também previstas intervenções de recuperação do Palácio de Pina Manique, Convento das Virtudes e Palácio da Rainha, valorizando a oferta de património histórico no concelho. A substituição e reforço da sinalética que indica os locais a visitar é outra medida prevista no plano de investimentos. O presidente da junta de freguesia de Vila Nova de São Pedro, Lúcio Costa (PS), defende que para atrair os turistas é fundamental disponibilizar o património cultural, melhorar os acessos e a sinalética e estimular investimentos na área da gastronomia e do artesanato.“Estamos localizados no alto do concelho, temos de criar atractivos para os turistas virem cá. E o turismo traz emprego e desenvolvimento”, sustenta.O autarca considera que a freguesia tem pago cara a factura de estar a 22 quilómetros da sede do concelho e exorta a câmara a corrigir algumas assimetrias que se acentuaram ao longo dos anos. “O castro é uma mais valia para esta terra e não tem sido estimado e apreciado pelas pessoas de cá. É altura de agirmos com urgência”, defendeu numa visita ao local no dia 19 de Fevereiro de 2008, acompanhado por autarcas locais e pelo executivo da Câmara de Azambuja.A freguesia de Vila Nova de São Pedro inclui os lugares de Torre de Penalva, Casal do Além, Outeiro, Carrascal e Moita do Lobo, dista 7 quilómetros do Cartaxo e faz fronteira com o concelho de Santarém. Tem cerca de mil habitantes, incluindo mais de duas centenas que têm na aldeia a segunda casa onde passam os fins de semana.

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