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Sociedade Tipográfica Soctip foi vendida à Tipografia Peres

Fusão envolve 300 profissionais e negócios de 30 milhões euros

As instalações do Porto Alto, concelho de Benavente, serão ampliadas para concentrar as duas gráficas e alargar a produção com uma aposta no mercado europeu.

Edição de 25.09.2008 | Sociedade
A nova administração da Tipografia Peres já está a trabalhar na gestão da Sociedade Tipográfica Soctip SA no Porto Alto, Samora Correia, concelho de Benavente. A sociedade foi vendida por um valor não revelado, depois de longas negociações. A Tipografia Peres, que adquiriu a totalidade do capital da sua congénere, é detida a 100 por cento pela Participações Gráficas, entidade com participações em vários grupos ligados ao sector gráfico e editorial. “É um negócio à medida das duas empresas e do qual também os nossos clientes, fornecedores e colaboradores irão beneficiar.”, garante o novo presidente do conselho de administração da Soctip, Sebastião Camões e Vasconcelos que será coadjuvado pelos administradores José Aranha Moreira e Francisco Nunes que o acompanham também na administração da Tipografia Peres.O negócio apanhou de surpresa alguns dos colaboradores da Soctip porque a empresa, instalada em Porto Alto desde 2001, estava numa fase de expansão e nada fazia prever que os netos do fundador Fernando Zambujo Ferreira, que lançou a gráfica em 1936 em Lisboa, viessem a alienar a sua participação na totalidade.Cristina Ferreira Silva e Costa, administradora da Soctip foi reconhecida como a mulher empresária do ano de 2006 num galardão atribuído pelo Jornal O MIRANTE e pela Associação Empresarial Nersant. A empresária foi reconhecida publicamente pelo sentido empreendedor e pelas políticas de gestão dos recursos humanos e de responsabilidade social que introduziu na empresa e que se traduziram numa motivação dos colaboradores com repercussões nos resultados obtidos.Concentração das instalações em Porto AltoA Soctip pretende diversificar o produto-tipo da gráfica e vai ampliar as instalações no primeiro trimestre de 2009 para concentrar as instalações das duas gráficas que apostam na internacionalização, nomeadamente no mercado europeu, para expandirem a sua área de clientes.O volume de negócios previsto para 2010 é de 30 milhões de euros com a expectativa de um lucro superior a nove milhões de euros, o que representará um acréscimo de 10 por cento relativamente aos valores previstos para o corrente ano.Com cerca de 300 profissionais, instalações modernas e equipamentos de última geração, enquadrados pela certificação nas áreas da qualidade e ambiente, estas empresas gráficas possuem já uma tradição exportadora, o que é raro neste sector.“Nesta fase transitória, os clientes da TPeres e da Soctip não só continuarão a receber a atenção a que já se habituaram, como passarão de imediato a usufruir da capacidade fabril e da experiência de duas unidades com créditos firmados no mercado nacional”, garante uma nota de imprensa enviada a O MIRANTE. Desta fusão industrial resultará uma unidade gráfica de dimensão europeia equipada com mais de meia centena de corpos de impressão e duas modernas rotativas comerciais de 16 páginas, além da capacidade de acabamento necessária a trabalhos de média e grande tiragem, podendo executar uma gama alargada de produtos: folhetos, livros, revistas ou até os mais elaborados e complexos livros de capa dura.A Tipografia Peres é totalmente detida pela empresa holding Participações Gráficas, SGPS, Lda. de que fazem parte outras empresas como é o caso da DpiCromotipo, na área gráfica, e da Medialivros e Quidnovi, na área editorial. A DpiCromotipo, sedeada em Lisboa, dará apoio às eventuais necessidades de concepção e design, prepress, impressão digital e média impressão em offset.

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