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“Não há espírito de equipa entre os vários municípios”

O presidente da Câmara de Constância, António Mendes (CDU), considera que a Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) está “mais moribunda do que nunca”. O autarca diz que essa entidade, que brevemente mudará de designação para Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, não tem tido um papel interventivo na defesa dessa sub-região e por isso mesmo deixou de comparecer nas reuniões que envolvem todos os presidentes de câmara, fazendo-se representar por um vereador. António Mendes alega que as autarquias pouco ou nada se envolvem na CUMT. E não perdoa o facto de terem transferido a sede dessa entidade de Constância para Tomar com o beneplácito dos presidentes das câmaras de Tomar, Torres Novas e Abrantes. No entanto não personifica as críticas em nenhum dos presidentes que a CUMT foi tendo, dizendo que respeita o trabalho deles. “O problema está na mentalidade dos responsáveis de todos os municípios”, argumenta. O autarca de Constância diz que “não há espírito de equipa” e que “isso quase sempre se fez sentir”, desde os tempos em que “era o triângulo (Tomar/Torres Novas/Abrantes) que estava na moda”. Acrescenta que “o trabalho de desenvolvimento de uma sub-região tem de ser feito com outras mentalidades” e dá como exemplo o pouco empenho dos outros municípios em processos como o da nova ponte sobre o Tejo em Constância ou do aproveitamento da pista militar de Tancos para a aviação civil. “A Comunidade Urbana tem lá vida para tomar posições de força”, responde quando questionado sobre isso.A visão pessimista de António Mendes não é partilhada por outros autarcas. Luís Azevedo, o independente que lidera a Câmara de Alcanena, admite que a posição do seu congénere de Constância possa ser influenciada pela mágoa em ter perdido a sede da CUMT, num processo em que admite que Mendes possa ter sido marginalizado.Luís Azevedo, que é também vice-presidente da CUMT, diz que houve trabalho desenvolvido que pode não ter tido grande visibilidade, mas que a seu tempo terá, como a integração do Médio Tejo na Região Centro e a contratualização de fundos comunitários que está praticamente concretizada. O autarca diz que as mudanças que ocorreram nos últimos tempos na comunidade, com a mudança de presidente e a alteração de estatutos em curso “implicaram algumas oscilações”. E admite que nalguns dossiês podia-se ter feito mais pressão, embora recorde que na questão da pista de Tancos houve trabalho importante feito a esse nível.Também o presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), considera que a Comunidade Urbana do Médio Tejo tem feito algumas intervenções importantes, dando como exemplo a contratualização dos fundos comunitários no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

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