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Distrito teve em 2008 a menor área ardida dos últimos 20 anos

Edição de 06.11.2008 | Sociedade
Com 810 hectares de área ardida, 2008 foi o melhor dos últimos 20 anos no distrito de Santarém, um “patamar de qualidade” que o governador civil atribuiu à “clarificação de competências” e à “disponibilidade e coesão” dos envolvidos. Paulo Fonseca, que segunda-feira presidiu à apresentação do balanço da época de fogos no distrito, frisou o sucesso que a introdução de “alguns mecanismos” teve no resultado final, com uma redução de 22 por cento no número de ignições e uma significativa menor área ardida.O comandante distrital de Operações de Socorro, Joaquim Chambel, frisou que 2008 teve “o melhor ciclo desde 2001”, ano que já tinha sido o melhor desde que se iniciou o registo sistemático das ocorrências (há 20 anos). Segundo disse, o único grande incêndio registado este ano no distrito, a 12 de Setembro, em Ourém e Tomar, teve um peso de 77 por cento no valor final de área ardida, defendendo a continuação do trabalho de compartimentação da floresta para evitar grandes áreas contínuas.Para o governador civil, o “ponto fraco” continua a ser o da prevenção, alertando para o facto de que, se os terrenos não estiverem limpos e ordenados, podem ter-se todos os meios, mas estes tornam-se ineficazes se o número de ocorrências ultrapassar as suas capacidades.O segundo comandante da GNR, major Nunes, realçou uma melhoria no tratamento da floresta, com mais faixas de contenção limpas, o que originou uma redução no número de contra-ordenações levantadas por aquela força de segurança este ano no distrito.Os números divulgados pelo comandante do CDOS de Santarém revelam que o distrito está já abaixo dos valores indicados no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), nomeadamente no que toca ao tempo de chegada ao incêndio (inferior a 20 minutos). Segundo Joaquim Chambel, 99 por cento das ignições registadas no distrito foram resolvidas até 01h30 depois da deflagração.

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